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terça-feira, maio 19, 2026


O HOMEM E A OBRA

… foi uma caminhada pela personalidade do homem e da sua obra, até culminar no monumento que lhe foi erigido, inaugurado em 13/05/1934, cuja primeira iniciativa de construção aconteceu em 1882, no reinado de D. Luís II, que lançou a primeira pedra.
Sebastião José de Carvalho e Melo, o célebre e impiedoso Marquês de Pombal, nasceu em Lisboa a 13 de maio de 1699. Era filho de Manuel Carvalho e Ataíde e de D. Teresa Luísa Mendonça. Foi batizado numa capela da família e apadrinhado pelo avô paterno, detentor do mesmo nome. Estudou Direito em Coimbra, serviu o exército, mas nem um nem o outro o cativou por muito tempo. Foram amores de pouca duração. Era um homem turbulento, que não se coadunava com a disciplina militar. Aos 23 anos casou com D. Teresa de Noronha e Borbom Mendonça, de 35 anos, viúva, sem filhos e com grande poder na aristocracia. Mas os familiares de D. Teresa nunca o aceitaram e fizeram-lhes a vida negra, de tal forma, que deixaram Lisboa e foram viver para as suas terras de Pombal. Em 1739 foi enviado para Londres como ministro plenipotenciário, pelo rei D. João V. Aí prestou bons serviços ao país e revelou a sua grande inteligência e capacidade de trabalho. Entretanto morreu-lhe a mulher em Lisboa com apenas 51 anos. Casou de novo em Viena, onde era embaixador, em 18 de dezembro de 1745. Desse casamento teve sete filhos.
Sebastião José de Carvalho e Melo foi uma personalidade vingativa, intolerante, implacável com os seus inimigos e nas suas determinações, mas foi um estadista com ampla visão reformista e com uma grande visão de futuro e de progresso. Ministro todo poderoso de D. José I, foi a grande força da reconstrução de Lisboa, após o terramoto de de um novembro de 1755. Depois a morte de D. José perdeu todo o poder e foi exilado para as suas terras de Pombal, por D. Maria I, filha de D. José, ao qual sucedeu.

Jeracina Gonçalves


quinta-feira, abril 02, 2026

 

TERRA ARRASADA

 

Que posso dizer que não tenha sido dito?

Já tudo foi dito. Mais não tenho p’ra dizer

Meu pensamento segue rumo ao infinito                                                 ,

Neste rito da dor que mata a vida e o ser.

 

A dor grita nesses destroços que restam

Da vida que ali nascia… crescia… vivia!

Agora despojos em putrefação

De sonhos residentes num coração.

                                                                    Jeracina Gonçalves

                                                                    Barcelos/Portugal - 2025

domingo, dezembro 21, 2025

 Com entrada livre, a exposição vai ficar patente até 21 de março de 2026. As portas abrem, durante a semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30. Aos sábados, as visitas poderão decorrer das 15h00 às 18h00.

A autorrepresentação e o motivo da mulher-planta são temas dominantes nas obras de Graça Sarsfield. (Foto: DR)

Sobre Graça Sarsfield

Nasceu em 1947 na cidade do Porto, onde vive e trabalha. Frequentou o  curso superior de Fotografia na Cooperativa Artística Árvore (atual  ESAP). Foi bolseira da Secretaria de Estado da Cultura para a Polytechnic of Central London (PCL) – PCL Londres, em 1986, tendo iniciado, nesse  ano, atividade expositiva. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no Centro Americano de Paris, França (Photography Studies in France), tendo tendo obtido também uma bolsa da Fundação Oriente para desenvolvimento de um projeto fotográfico na Índia.

Participou em exposições individuais e coletivas ao longo dos anos e está representada em várias coleções institucionais – Centro de Arte  Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação PLMJ, Novo Banco,  Câmara Municipal de Lisboa e coleções particulares. Foi coautora do  livro Vozes e Olhares no Feminino (Retratos de Escritoras), das Edições Afrontamento, publicado no âmbito da Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Em 2023, o Livro de Artista intitulado ISTO Sou Eu foi mostrado na Galeria Nuno Centeno.

Em 2025, expôs SOPRO no Museu de História Natural e Ciência de Lisboa. Participou igualmente em inúmeras exposições coletivas. Tem obra  publicada em vários jornais e revistas portuguesas e estrangeiras.

A obra de Graça Sarsfield encontra-se representada nas coleções AFCA, Museu da Imagem de Braga, Coleção Serpa – Auto-Retratos de Artistas Contemporâneos, PLMJ, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal do  Porto – e em inúmeras coleções particulares. 

                                                                                                                     Fonte: Notícias U.Porto 

                                                                                                                     por Jeracina Gonçalves

 

ASSIM VAI A TERRA

 

A metralha risca o céu de lado pra lado

o sangue tinge a terra de carmim

nessa contenda idosa e nunca sanada,

as armas, porém, são desequilibradas.

 

“O homem tenta segurar a mulher

A mulher tenta segurar o filho

Só as cabeças emergem das águas revoltas”

O medo e a fome os impeliu à evasão

A esperança os conduz e lhe dá coragem

Buscam um lugar para o filho crescer

Livremente viver em paz e com pão

E, tantas vezes, o mar se faz seu caixão.

 

“Pelo mato seis dias só água bebemos.”

Fogem da fúria assassina de abutres

sôfregos de cobiça do que a terra esconde.

Deixam as casas, os bens, os seus ninhos de amor

sua ninhada é dispersa e destroçada

levada por abutres traidores da terra amada.

Assim vai a Terra

Este planeta azul, que a todos abraça

Mas não abraça a todos com igual verdade.

 

De norte a sul, de este a oeste,

a ganância se faz guerra, fome, dor, mortalha.

Pega e desfaz o que em seu trilho acontece

Propaga mais fome, mais dor, mais morte.

 

Senhor

Põe cobro nesta avidez,

Neste despotismo predador.

Que todos possam entender

Todos podemos em paz viver

Se entre todos houver

Respeito, equidade e AMOR.

Jeracina Gonçalves

                                                                     Barcelos/Portugal

segunda-feira, abril 21, 2025

 

MORREU O PAPA  DO AMOR

Morreu um Homem bom. Morreu um GRANDE representante de Jesus na Terra. Não tenho memória de nenhum outro que tão bem, tão fielmente tenha seguido os Seus passos. Tal como Jesus, o Papa Francisco escolheu viver sem faustos, sem luxos, amou os pobres e os pecadores: abraçou-os, lavou-lhes os pés, curou-lhes as feridas da alma (e só Deus sabe se não ajudou também a curar-lhes as do corpo). Para ele não havia santos nem pecadores. Havia seres humanos. "Todos, todos, todos" tiveram lugar no seu coração e na sua/nossa igreja. E com esta sua humanidade, este seu amor pela Humanidade, creio que terá  conseguido reaproximar da igreja muitos cristãos que se sentiriam já um tanto excluídos. Abriu portas, derrubou muros e procurou construir pontes entre vários credos, de forma a que todos se respeitem e vivam a sua  Fé com respeito pelas outras e pelos outros.

MORREU O PAPA  DO AMOR.

Jeracina Gonçalves, 
Barcelos/Portugal, 21/04/2025



domingo, dezembro 15, 2024

 Mais um Natal se aproxima e a humanidade continua a viver o desânimo, a dor, a fome e todas atrocidades causadas pelas guerras, que aumentaram exponencialmente  de 2023 para 2024, as catástrofes climáticas e tanto sofrimento, que humanidade se inflige. 

Em vez do perdão, da compreensão, da solidariedade, do amor entre as pessoas, as comunidades, os povos, as nações, cresce o ódio e a incompreensão. Em vez de se difundir-se o amor, difunde-se o ódio e a dor. 

Tu,  meu Jesus, que vieste dizer-nos e ensinar-nos com o teu exemplo, que a verdadeira religião é o amor, o amor pelo outro, deves ter o teu coração amargurado com todo sofrimento que uma parte da humanidade inflige à outra. 

Senhor, que os que vivem as guerras  não se deixem dominar pelo ódio, o espírito de vingança e que esperança seja sempre a estrela a iluminar-lhes o caminho da paz, da alegria, do amor. 

                Jeracina Gonçalves