| QUANDO A ÁGUA É O ESPELHO DO CÉU A BELEZA QUE A IMAGEM REFLECTE ATRAVESSA O OLHAR , INUNDA O CORAÇÃO, E TRANSBORDA NO OLHAR! |
"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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sábado, maio 11, 2013
domingo, maio 05, 2013
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| ... aos 94 anos |
Partiste
para o Além,
Aí espero rever-te um dia.
Mas
ficaste em mim.
Viva.
No meu coração.
E
é a ti que vou buscar o ânimo
Que
me ajuda a seguir em frente
E a
enfrentar os percalços
Que
vão atapetando o meu caminho;
É a
ti que vou buscar o ânimo
Para o desânimo, que tantas vezes me toma
Para o desânimo, que tantas vezes me toma
E quer arredar de mim a esperança.
Onde
quer que estejas
sei
que me escutas.
Sei
que me observas e entendes.
Sei
que caminhas a meu lado
Com
a tua coragem, com a tua força,
Com
o teu ânimo a derrotar o meu desalento.
E
eu resisto em ti;
Em
cada pedaço de ti, que se renova em mim.
Na minha vida me dá sustento.
Jeracina Gonçalves
5
de Maio de 2013 – DIA DA MÃE
Aqui, da minha janela, aberta de par em par
sob a música dos pássaros no verde, em frente, a chilrear.
A COR DA ESPERANÇA
O Sol sobe e desce dia a dia no horizonte.
Às vezes, encoberto por nuvens densas,
Não deixa que lhe admiremos o brilho,
Que usufruamos da sua luz resplandecente;
Mas, invariavelmente, continua lá, no seu posto,
A iluminar e a fomentar a vida na Terra.
Assim também o meu coração,
Subjugado ao peso de nuvens densas,
Mantém viva a cor da esperança,
A crença de que o sol, em breve, brilhará.
E nessa esperança viverá. E lutará.
Até ao romper da nova aurora.
Jeracina Gonçalves
quarta-feira, abril 24, 2013
QUANDO A ALMA COMUNICA
A alma comunica na sinceridade das
palavras
Que fluem, sem entraves nem tabus.
Articulam o que a alma sente.
Seja dor, seja alegria,
Frustração, raiva ou amor.
Não procura palavras bonitas.
É espontânea. É natural.
Não guarda. Não fecha.
Abre-se e oferece o que tem
Sem medir ou pensar consequências.
A comunicação que vem da alma é
espontânea.
Flui como um rio sem escolhos.
É contínua, necessária, premente.
Vence obstáculos e avança imparável.
Jeracina Gonçalves
"in" POEMAS DE AMOR E DOR (Livro para publicação)
domingo, abril 21, 2013
APELO
Ó Hípnos sublime
e redentor
que à minha alma,
cativa do sofrimento e da dor,
cativa do sofrimento e da dor,
negas o calor
reconfortante do teu abraço,
por onde andas?
Acode à minha
dor!
Vem!
Vem até mim.
Afasta de mim
este cansaço
Deixa
descansar minha cabeça em teu regaço.
Traz-me o
lenitivo do teu abraço protector!
Jeracina Gonçalves
"in" POEMAS DE AMOR E DOR (livro para publicação)
sábado, abril 20, 2013
INQUIETUDE
Indolência,
modorra, marasmo amortecem, em mim,
qualquer
gesto, qualquer vontade, qualquer querer.
Indolência,
modorra, marasmo dominam todo o meu ser.
De
pálpebras cerradas tento ler a minha alma
Sem
nada conseguir decifrar
Sem
mesmo conseguir penetrá-la.
A minha alma está trancada contida fechada.
Minha alma está fechada
entre nuvens escuras
Nuvens pesadas.
Nuvens pesadas.
Vejo
nuvens. Apenas nuvens. Mais nada.
Caminho
por uma estrada em terra batida
Caminho
em direção ao infinito.
Na
alma contida, fechada, levo um grito.
Um
grito surdo. Intenso. Profundo.
Um
grito à espera de uma brecha
Uma saída para o mundo para a liberdade
Onde possa soltar-se expandir-se
Voar sem barreiras a tolherem seu passo.
Voar sem barreiras a tolherem seu passo.
Jeracina Gonçalves
"in" POEMAS DE AMOR E DOR (Livro para publicação)
terça-feira, abril 09, 2013
DESALENTO
Hoje
sou como o barro:
Informe
Inconsistente;
Um
tosco pedaço de barro
Sem
querer e sem vontade
Moldável
ao sabor da corrente
Que
passa e deixa marcas
Na
massa incongruente
Do
meu ser cansado,
Do
meu ser triste e doente;
Sou
palmeira vergastada pelo vento
Incapaz
de resistir à tempestade.
Sem
força, sem ânimo, sem talento
De
moldar a minha força à do vento.
Vergar,
mas não partir. Dar-lhe passagem.
Regressar,
depois, altiva e forte,
À
forma original. Recuperar o norte.
Quisera
ser pluma
Que
o vento agarra e leva pelo ar
Sem
ponto certo, lugar para aterrar;
Quisera
ser lua, ser terra, ser mar,
Quisera
ser chão, planta a desabrochar
Quisera
ser luz, ser sol e ser luar…
Sou
barro disforme, inconsistente.
Sem
querer e sem vontade
Vogando ao sabor desta
corrente.
Jeracina Gonçalves
"in" POEMAS DE AMOR E DOR (livro para publicação)
PASSOS DA VIDA
Quando o
vento varre forte
A área
do coração
Em
pedaços o suporte
A luz, a
vida, o norte
Em
pedaços pelo chão.
Mas se a
brisa é macia
Acalenta
a ilusão
Traz
consigo a fantasia
No
coração a alegria
No olhar
o coração.
A vida é
feita de passos
Nem
sempre certos, seguros
Por
vezes tão imaturos
Sem
ritmo nem direção
Passos
de vida perdida
Quantas
vezes na ilusão
Passos
de vida perdida
Em
passos de destruição.
Jeracina Gonçalves
"in" POEMAS DE AMOR E DOR (livro para publicação)
domingo, abril 07, 2013
CORES DE VERÃO
Abre as janelas do teu coração.
Deixa que a luz entre
Ilumine os cantos sombrios
Ilumine os cantos sombrios
Cantos onde se acoitam dor e solidão.
Deixa que o calor de verão
Aqueça o lajeado do teu coração.
Não voltes as costas à vida.
Olha-a, nos olhos, com determinação.
Veste-a com tecidos leves, vaporosos
Tecidos com fios d'amor e d'amizade
No tear precioso do teu coração.
Afasta de ti as cores negras da solidão.
Veste a vida com as cores de Verão.
Jeracina Gonçalves
in À DERIVA (livro para publicação)
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