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domingo, julho 08, 2018

Porquê?
Pergunto-me.
E não me sei responder;
Pergunto-o à brisa que passa
E nada me sabe dizer.
Este porquê me persegue
No vendaval rapineiro
De loucos em volta de mim.
Cerceiam-me a liberdade.
A liberdade de ser
Em liberdade viver
O meu Ser.
Porquê?
Pergunto-me.
E não me sei responder.
Este porquê me persegue
No vendaval rapineiro
De loucos em volta de mim.
Jeracina Gonçalves
Barcelos, 08/07/18


segunda-feira, julho 02, 2018

“HISTÓRIAS DE GENTE SIMPLES”


Apresento-vos o meu novo livro: “HISTÓRIAS DE GENTE SIMPLES”. 

É, como o nome indica, um pequeno livro, que ao longo de noventa e duas páginas e de um conjunto de dezasseis pequenas histórias do quotidiano de gente simples, foca temas como a solidão, a amizade, a velhice, a solidariedade, a aspereza da vida das gentes da terra nesses tempos longínquos dos anos 50/60, a droga, a emigração, o ambiente, etc.Temas de todos os tempos, conhecidos em todos os extratos sociais, mas sentidos, talvez, de forma diferente em cada tempo e em cada espaço.

Em 2017, queridos amigos e amigas, conseguimos ajudar a realizar alguns sonhos a jovens estudantes que desejavam continuar os seus estudos a nível superior, mas não tinham base económica para fazê-lo. E, para continuarem a realização desse sonho de irem mais além, continuam a precisar do nosso apoio também este ano. Mais uma vez conto convosco, queridos amigos e amigas.
Sozinha, nada conseguirei. Poderei dar um grande pedaço do meu coração, o meu tempo e um pouco do meu dinheiro, mas, sem vós, tudo isso será nada.
Como o livro “A VIAGEM”, publicado em junho de 2017, este segue o mesmo trajeto solidário de ajudar a manter transitável e seguro o caminho aberto por  aquele:  alimentar as bolsas de estudo já atribuídas.
Convosco, com a ajuda de todos vós, poderemos, juntos, iluminar olhares e aquecer corações e contribuir para realizar os sonhos desses jovens estudantes que precisam de nós.
Obrigada.
Jeracina Gonçalves
02/07/2018

domingo, maio 06, 2018

SONHO QUE NÃO VIVI


Desde esse instante
que na curva do caminho te perdi
restam-me pedaços de sonho
desse sonho de ti
desfeito nos contrafortes rochosos
desse muro erguido entre ti e mim.
Resta-me a nostalgia do sonho que não vivi.
Jeracina Gonçalves
06/05/2018

sábado, maio 05, 2018

ENREDO


O tempo foge com o tempo
Na roda sempre a girar
Segundos, minutos e horas
O tempo não pode parar.

Troca o Sol com a Lua
Do entardecer à aurora
A um dia, segue outro dia
Semanas, meses e anos...

O tempo não tem demoras!
É século, depois de século,
Milénio, atrás de milénio...
Na roda sempre a girar
O tempo não pode parar.

O tempo foge no tempo
Sem tempo para observar
O tempo na roda a passar.

O tempo do nosso tempo
É tempo de educar!
É tempo de ao tempo ensinar
Que é preciso, no tempo,
Ter tempo para rir e brincar;
E tempo para sonhar.
O tempo não volta a passar!
Jeracina Gonçalves - Barcelos/Portugal
in JANELA ABERTA












quinta-feira, abril 12, 2018

ORAÇÃO


Por entre as vertentes da razão
Desce um rio fluente de tirania e de traição
Submerge os valores do bem e da verdade
Afirma este mundo de destroços e aflição
De irmão contra irmão.
E esta demolição permanente do Ser
Inscreve-se na norma do viver...

Vem, Senhor! 
Renasce no coração ímpio
Que fomenta tal ordem e tal guerra
na Terra
Esta luxúria ensanguentada
A escorrer de calçada em calçada
E dela recebe renda.
Traz-lhe a bênção do amor e da remissão
E faz crescer canteiros floridos de AMOR
A espargir em seu redor
O perfume da reconstrução
De um mundo de amor e de perdão
Onde todos possam ser
E ter
Paz, alegria, saúde, amor e pão.
Jeracina Gonçalves
11/04/2018

sábado, abril 07, 2018


Hoje o meu  coração está triste. Amachucado. Sangra.
Duas pessoas queridas partiram para sempre. Deixaram nele um buraco fundo a gotejar tristeza e solidão. 
Ambos doentes há tempos, com doenças graves, era este  o desfecho esperado, mas que nunca se espera verdadeiramente.  É sempre um choque, uma dor profunda que nos atinge.
Cheguei há pouco do funeral de um: amigo de longa data, embora ultimamente, por circunstâncias impostas pela  vida, não nos víssemos muito, e recebi, de seguida, a notícia da partida de uma amiga de longa data também. E assim vamos perdendo pedaços do todo que somos. Cada amigo ou amiga que parte leva um pouquinho de nós. 


...O PRINCIPIO OU O FIM?


A vida e a morte caminham unidas.
São os extremos opostos do fio
que adivinho tão ténue, tão frágil
Do fio que é a vida!
A morte é da vida fatal destino.

Rio, choro, zango-me, brinco

Mas que sou eu?
Por que estou aqui?
A morte está ali, à espreita, pronta a
saltar-me, a agarrar-me
Que importa o que eu quero?
Que importa o que eu sinto?

Num minuto vivo, feliz, sorridente
entre os amigos e entes queridos.
No outro... não estou. Para sempre parti.
Que sou eu, afinal? Por que estou aqui?
Que imenso poder comanda meu ser
que assim me governa e é dono de mim?!
A morte é da vida um princípio
Ou é o fim?!                    

                                                                    
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 07/04/2018





 




segunda-feira, abril 02, 2018


Barca do Lago: "Sra. Peliteiro", restaurante à beira do Cávado,  onde  o rio  adormece qual lago de águas serenas a refletir o azul, da abóbada celeste, sarapintado de pequenas manchas  de neve - no dia de hoje -, e o verde viçoso salpicado  de pequenos laguinhos põe no coração a  esperança e a renovação que o  simbolismo da Páscoa reflete. Tive aqui o meu  almoço de Páscoa. Gostei da comida. Mas mais do que a comida, seduziu-me  este local aprazível a emanar paz e serenidade.
Jeracina Gonçalves
01/04/2018