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segunda-feira, janeiro 14, 2019

FAÚLHAS DE ILUSÃO


O meu olhar deita-se sobre a imensidade verde
Dispersa-se por entre os canteiros de rosas vermelhas
Procura-te no fundo do lago dos nenúfares
Procura-te por entre os canteiros do jardim…
O meu procurar é inútil. Já não estás em mim.
Já não sinto o teu apelo a chamar-me para ti.
Já não és parte das flores impressas em meu coração.
És borboleta errante, de flor em flor, de botão em botão.

Fomos tanta coisa um para o outro
Sem nada sermos
Fomos tanta coisa um para o outro
E não fomos coisa nenhuma
Procuro-te por entre os canteiros do jardim…
É um procurar inútil. Já não estás em mim.
Já não fazes parte das flores impressas em meu coração
És borboleta errante, de flor em flor, de botão em botão.
A força que me chamava para ti esfumou-se por entre a neblina de nós
Em solfejos de quimera aceso em faúlhas de ilusão.

Fomos tanta coisa um para o outro
Sem nada sermos
Fomos tanta coisa um para o outro
E não fomos coisa alguma.
Mas retenho em mim a tua imagem presa entre os meus braços
Quero guardar o sonho:
No meu peito fez bater o meu coração
Em solfejos de quimera aceso em faúlhas de ilusão.
Quero guardar a força desse abraço:
Em minhas veias fez circular torrentes de sonho e de paixão
Em solfejos de quimera acesos em faúlhas de ilusão.

Fomos tanta coisa um para o outro
Sem nada sermos.
Fomos tanta coisa um para o outro
E não fomos coisa alguma.
Já não sinto o teu apelo a chamar-me para ti.
Já não és parte das flores impressas em meu coração.
És borboleta errante, de flor em flor, de botão em botão.
.
Jeracina Gonçalves

domingo, janeiro 06, 2019

A MORTE ÀS PORTAS DO SONHO


A criança tombou à arrogância do poder sem piedade
que da família separa crianças de tenra idade.
A criança soçobrou sob o muro d’ arrogância
e pelo mundo fez correr a consciência
deste mundo imperfeito, tão diverso e desigual.
É urgente olhar os que fogem da noite e ver 
que às portas do sonho, nos braços da noite, vêm morrer!...
Jeracina Gonçalves
19/12/2018

terça-feira, janeiro 01, 2019

DIA MUNDIAL DA PAZ


 A vida precisa de amor. Precisa de compreensão e perdão. O mundo precisa que olhemos uns para os outros com disponibilidade para entendermos as falhas e os erros de cada um, sem preconceitos, mas com a disposição para mutuamente nos ajudarmos a crescer, a ultrapassar e corrigir os nossos erros, os nossos defeitos, as nossas falhas, com a firme convicção de que todos erramos, todos falhamos, todos temos momentos bons e menos bons. Pormo-nos no lugar do outro ajuda-nos a compreender e a tolerar as suas atitudes. 
Sempre que sintamos vontade de criticar procedimentos, maneiras, palavras ou atitudes do nosso semelhante, tentemos colocar-nos a pergunta: como reagiria eu se tivesse vivido aquele acontecimento, se tivesse convivido com aquele ambiente, se estivesse naquela situação? E, certamente, tornar-nos-emos pessoas menos críticas, mais compreensivas e tolerantes para com os seus pequenos erros, atitudes e defeitos. E, assim, fomentaremos um mundo de respeito, de tolerância, de concórdia e de paz. Porque a paz habitará os nossos corações.
Que este novo ano seja derramador de paz  a fluir pelas veredas da Terra, de forma a afogar a violência virulenta espalhada por todos os continentes.
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal

Foi bom.
Partiu, mas deixou um saldo positivo em meu coração.
Deixou a a certeza de que a vida é bela
Vale a pena ser vivida com amor e gratidão.
O novo ano chegou com alegria e amor
Com alegria e amor o recebi.
Com alegria e amor quero vivê-lo
E dele quero fazer um ano ainda melhor!

FELIZ ANO 2019!
Jeracina Gonçalves
01/01/2019

quinta-feira, dezembro 27, 2018

DESPEDIDA


Caminha o velho para o fim.
Num voo de pássaro ligeiro
Voou pela minha vida
Tão ligeiro e apressado
Que quase não o percebi.
Trouxe lutas, tempestades,
Que enfrentei e venci;
Mas trouxe sobretudo a paz
Que navega o meu coração;
Aos Céus elevo o meu pensamento
Em homenagem e gratidão.

FELIZ ANO DE 2019!
Jeracina Gonçalves
27/12/2018 

sábado, dezembro 15, 2018

QUE VIDA DEPOIS DA VIDA


O mar e o ar
Dois ambientes da Terra,
Fascinam o meu olhar
Pelo mistério que encerram
E não consigo desvendar.
Fixo neles os meus olhos 
No meu coração cresce a ânsia
De mais além poder olhar
Ver tudo  o que há no mar 
E o que há além do mar
E deste céu tão azul, 
Que encanta o meu olhar;

O mar, a terra e o ar
Ambientes do mesmo todo, 
Que só no todo podem ser;
Esse todo morrerá
Se algum deles morrer.
Os três interligados 
Na Terra dão a vida
Aos seres interligados 
Entre a vida e a morte
Para na Terra a vida haver.

E este mistério me chama
Me grita em voz bem sonora:
Neste encadeado da vida, 
Que vida depois da vida?
Que vida, depois da vida
Deste invólucro que me reveste 
E na Terra é meu suporte?
Jeracina Gonçalves
15/12/2018

quinta-feira, dezembro 13, 2018

SILENCIOSAMENTE À ESPERA


Sentada à minha secretária
À minha frente uma folha de papel em branco.
Olho a sua nudez silenciosa
De esferográfica em punho
Silenciosamente à espera que algo aconteça.
De esferográfica em punho
Espero uma letra, uma palavra, uma ideia...

Espero algo, que sobre a minha mão desça,
Faça deslizar a esferográfica abraçada entre os meus dedos
Sobre folha branca.
Sobre a folha branca ansiosamente à espera.
Ansiosamente à espera que algo fira o seu corpo virgem.
Ansiosamente à espera da carícia afetuosa das palavras.
Mas nada. Nada acontece.
Nem uma letra, nem uma palavra, nem uma ideia.
Nada acontece.
Nada com que possa acariciar o seu corpo macio
Silenciosamente à espera.
Jeracina Gonçalves
13/12/2018