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segunda-feira, abril 19, 2021

TUAS MÃOS NAS MINHAS MÃOS

Num gesto de despedida estendes-me a tua mão.
Tomo-a entre as minhas mãos palpitantes
ansiosas por essa entrega doce.
Aperto a tua mão entre as minhas mãos;
Levo-a ao meu coração.
- Sentes? – Pergunto.
Sorris.
O teu sorriso enleado
Fala o que meu coração quer ouvir.
Diz-lhe que o compreendes.
Ouviste o seu apelo gritante.
O meu coração abraça o teu.
Silenciosamente.
Leva a certeza que aspirava conhecer:
Os nossos corações estão unidos por esse fio invisível
Distância alguma os poderá separar.
Sei que te encontrarei quando enfim regressar.
De novo apertarei a tua mão
Entre as minhas mãos palpitantes
E os sonhos que sonhamos
Iremos concretizar.

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, Agosto/2020

Cartas Portuguesas’ de Mariana Alcoforado editadas em Espanha



As ‘Cartas Portuguesas’ atribuídas a Mariana Alcoforado (1640-1723), um dos primeiros exemplos de uma “novela epistolar”, foram publicadas em Espanha com notas e introdução do historiador José António Falcão, numa tradução de María Jesús Fernández.
As ‘Cartas Portuguesas’ são cinco missivas de amor, “cheias de ardor”, alegadamente escritas por uma freira de um convento de Beja a um aristocrata ao serviço do exército francês “num período culminante da Guerra da Restauração”, cujo nome não é revelado, e que foram publicadas pela primeira vez em 1668 por um editor parisiense.
Na opinião de José António Falcão, as “Cartas Portuguesas” são “um dos primeiros exemplos, senão o primeiro, de um género original, a novela epistolar” que surgiu no século XVII”, referindo ainda a “aura criada em torno da sua autoria”.
Para uns, estas cartas são uma criação apócrifa, ou seja, cuja autoria não é a da freira de Beja, mas sim de origem francesa, outros “veem nelas o reflexo da identidade portuguesa”.
A edição original francesa esclarece desconhecer o destinatário das cartas e quem as traduziu, mas a dúvida da sua autoria paira entre a freira portuguesa e Gabriel-Joseph Guilleragues, pseudónimo de G.-J. Lavergne (1628-1685), que foi embaixador de Luís XIV de França no Império Otomano, e cujo talento literário era apreciado, tendo sido redator chefe da “Gazette de France” e referenciado como tradutor das “Cartas” numa “edição pirata” de 1669.
Para Falcão, “a história das ‘Cartas Portuguesas’ constitui em si uma novela”, referindo que Mariana “recorreu a uma prosa distinta da usada habitualmente na época” com uma estrutura sem períodos nem parágrafos, o que “suscitou críticas por parte dos literatos”, nomeadamente Gabriel Guéret.
Falcão faz referência à evolução da crítica histórica e literária sobre as “Cartas”, que assumiram interesse em Portugal no século XIX, com Alexandre Herculano e Camilo Castelo Branco, que consideraram terem sido escritas originalmente em francês.
José António Falcão cita os contributos de vários investigadores sobre esta temática, designadamente Teófilo Braga, Luciano Cordeiro, responsável pela “redescoberta e reinvenção nacional da freira de Beja”, e Edgar Prestage que escreveu sobre Mariana na Enciclopédia Britânica em 1911.

Fonte: Notícias ao Minuto
De: PPporto.pt
Publicado por: Jeracina Gonçalves

terça-feira, abril 13, 2021

 

DigiTraining: programa de capacitação para museus de pequena e grande dimensão


DigiTraining, Digital & Audiovisual Capacity Building for Accessible Heritage, co-financiado pelo Europa Criativa, é um projeto europeu dirigido a pequenos e médios museus, bem como outras organizações de património material ou imaterial com instalações abertas, acessíveis ao público.
O DigiTraining lançou uma call, até ao dia 31 de maio de 2021, para apresentação de propostas com o objetivo de fornecer a estas organizações novas competências, ferramentas digitais e recursos de gestão para que estas melhor enfrentem o desafio da transformação digital.
Este projeto é liderado pela Foundation for Research and Technology – Hellas (FORTH) e conta com a parceria de ARMINES, Khora Virtual Reality, CUMEDIAE – Culture & Media Agency Europe e Manufacturing Curiosity / C-Factor, sendo que INOVA + é o parceiro português do projecto.

Para mais informações (+)

De: PPorto.pt
publicado por Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal

segunda-feira, abril 12, 2021

 

Encontrada “cidade dourada perdida” com três mil anos no Egito

golden_city_egipto

Uma equipa de arqueólogos descobriu a famosa “cidade dourada perdida”, que permaneceu escondida durante 3000 anos entre as areias de Luxor, no sul do Egito. Procurada há vários anos, esta deverá ser a maior cidade já encontrada no antigo Egito.
Segundo os arqueólogos envolvidos na exploração, trata-se de uma das mais importantes descobertas desde que o túmulo do faraó Tutankhamon foi encontrado. De acordo com o arqueólogo egípcio Zahi Hawass, que liderou a missão, a construção terá três mil anos e remontará ao reinado de Amenhotep III, um dos faraós mais poderosos do Egito, que governou de 1391 a 1353 a.C.
Na operação, que começou em setembro de 2020, os arqueólogos começaram a desenterrar materiais que pareciam pertencer a uma cidade, sendo surpreendidos por “camadas arqueológicas intactas há milhares de anos, tal como deixadas pelos antigos residentes ou como se tivessem sido usadas ontem”.
Além de peças de barro e cerâmica, a equipa conseguiu ainda identificar alguns dos edifícios, como uma padaria, uma cozinha, um cemitério, zonas administrativas e residenciais, e ainda algumas tumbas. Junto à edificação, foram também encontradas peças de joalharia, entre os quais anéis, amuletos com o formato de escaravelho e tijolos com os selos de Amenhotep III. “O que eles desenterraram foi o sítio de uma grande cidade em bom estado de conservação, com paredes quase completas e salas repletas de utensílios do dia-a-dia”, detalhou Hawass, em comunicado.
A cidade, situada entre o Templo de Amenhotep III e Ramsés III, terá permanecido em funcionamento durante os reinados seguintes, tanto do filho do faraó e futuro herdeiro do trono, Amenhotep IV, como do sucessor, Tutankhamon.
Com esta descoberta, Betsy Bryan, professora de Arte e Arqueologia egípcia na Universidade Johns Hopkins, afirma que a cidade demonstrará “um raro vislumbre da vida dos antigos egípcios” durante a época em que “o império era mais rico”. Além disso, é ainda possível que a escavação venha a desvelar “túmulos quase intocados e cheios de tesouros”, adiantou.

(…)                                                                          
                                                                                                                                        Fonte: pporto.pt

Publicada por Jeracina Gonçalves em 12/04/2021

domingo, abril 11, 2021

A FONTE E A VIDA

Um templo de luz de fluida chama
Em cascata a descer pela montanha
Inunda toda a vertente
Espraia-se pelo vale em forma de fecundo lago.
Lago de vida a crescer e a multiplicar-se
Sob o amplexo do seu abraço criador,
Que é vida, que é alimento, que é beleza,
Que é cor e é sabor.
E cria belos recantos de puro encantamento
Para a minha alma
E para o meu corpo profícuo e salutar alimento.

Lago fecundo, em vida e em beleza,
Em permanente mutação.
Assim como a vida. A nossa vida.
Essa linha irregular tão frágil, tão insegura…
Feita de mutações variadas ao longo de toda a vida.
Nem todas aconchegantes entre aveludados coxins.
Algumas são pedra britada e muros caídos,
Que só a custo, muito a custo, são reerguidos;
Outras são planuras estéreis, insípidas,
Despidas dos outeiros e dos vales que à vida dão a beleza e o sentido;
Algumas são cânticos, são risos…
Fluem por alamedas de rosas alegres e perfumadas.

A vida. A nossa vida
É feita de mutações inconstantes, volúveis…
Variadas.
De personalidade instável.

A vida. A nossa vida
É um rolar permanente de dúvidas, de incertezas.
Tão depressa nos abraça e nos abre caminhos perfumados,
Como nos atulha o caminho de pedra britada.
Pedra angulosa, que nos fere os pés. Deixa-os a sangrar.

A vida. A nossa vida.
É feita de mutações variadas, inconstantes, volúveis.
De personalidade instável.

Um templo de luz de fluida chama
Em cascata a descer pela montanha
Inunda toda a vertente
Espraia-se pelo vale em forma de fecundo lago.
Lago fecundo, em vida e em beleza,
Em permanente mutação.
Assim como a vida. A nossa vida.
Essa linha irregular, tão frágil tão insegura…
Um rolar permanente de dúvidas, de incertezas.
Mas é a vida. A nossa vida.
Tempo para amar, para rir, brincar, chorar…
Viver!
Há que agarrá-la com a alma, com o coração
E com ela caminhar, sem esmorecer,
Tendo por guia a esperança a iluminar o olhar.

É a vida. A nossa vida:
Tempo para amar, rir, brincar, chorar: Viver!
Há que agarrá-la com alma e coração
Com ela caminhar sem esmorecer!

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 23/08/2020

sexta-feira, abril 02, 2021

PÁSCOA É RESSURREIÇÃO, É LUZ, É VIDA

Páscoa é Ressurreição, é Luz, é Vida.
É a Esperança renovada numa vida transformada para melhor.
Que esta Páscoa, que agora se aproxima, traga a tão desejada transformação para um mundo melhor:
Onde haja caos, sofrimento, dor, renasça a vida repleta de vitalidade e de AMOR;
Onde persista a escuridão, a indiferença de corações fechados, a LUZ os  ilumine 
e provoque caminhos de solidariedade e AMOR;
Onde haja caminhos perversos de maldade e rancor, 
se transmutem  em caminhos de Paz, de Solidariedade, de Alegria e de AMOR;
AMOR UNIVERSAL, de interligação  pacífica e solidária:
Onde haja guerra se faça paz; 
Onde haja dor se faça refrigério; 
Onde haja tristeza se faça alegria;
Onde haja ódio se faça  amor:
Onde haja desilusão se faça Esperança
Onde haja cobiça e egoísmo se faça solidariedade e partilha...

Que nesta Páscoa, se faça Páscoa sobre toda a Humanidade.

    FELIZ PÁSCOA!

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 03/04/2021


segunda-feira, março 29, 2021

 

O Museu Nacional dos Coches apresenta a exposição “Dante Plus 700 – Lisbon Edition”. A mostra reúne peças de 38 artistas, entre os quais o autor de banda desenhada Maurilio Manara, criador de Jolanda de Almaviva, e conjuga expressões que vão da ilustração e da arte urbana, à arte digital, através das quais a identidade de Dante e da sua obra são revisitadas, segundo a informação divulgada pelo Museu Nacional dos Coches.
Organizada pelo Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, em colaboração com o museu português, com projeto de Marco Miccoli, e montagem do arquiteto Nadir Bonaccorso, a mostra assinala o primeiro Dia Nacional de Itália dedicado a Dante Alighieri, celebrado a 25 de março, e a passagem de 700 anos sobre a morte do poeta, que se cumprem em 2021.
A mostra está patente até ao dia 31 de dezembro.

Para mais informações (+)
De: pporto.pt
Publicado por: Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal

sábado, março 20, 2021

BATE À PORTA A PRIMAVERA


Bate à porta a primavera,
Com certeza, vai abrir!
A natureza a espera;
Mostra-o já no seu sorrir.

O amor está no ar,
A natureza se alegra;
Bate à porta a primavera
Toda começa a vibrar.

Apolo, com seu sorriso,
Com seu sorriso de amor,
Aconchega a natureza
Nesse tempo redentor.

Felizes nos braços de Apolo
Fazem festins, as flores;
Com eufórica alegria
Oferecem-se ao amor.

Nos canteiros dos jardins
Sorrisos de mil cores
Abrem seus receptáculos
Ao beijo polinizador.

É tempo de procriar!
É tempo de esplendor!
Dar novas vidas à vida,
Semear na vida amor!

                                Jeracina Gonçalves
                                Barcelos/Portugal, 20/03/2021

terça-feira, março 16, 2021

Fugiste? 
Foste engolida por algum vulcão?

Quando voltas, Primavera?
Esta pergunta me assiste
Faz-se urgente nova era
a todos já desespera
este Inverno longo e triste.

Fazem-me falta as flores
no canteiro do jardim
abraçar os meus amores
senti-los junto de mim;

Faz-me falta o convívio
que conduz à união
de amigos e amigas
em perfeita comunhão
de saberes e alegria;

Faz-me falta o dia-a-dia
da semana sem represas
ir ao cinema, ao teatro
sentarmo-nos as três à mesa;

Faz-me falta transitar
caminhos de Portugal
rir, aprender, desfrutar
com amigas e colegas
delícias saborear;
...
Quando voltas, Primavera?
Esta pergunta me assiste
Faz-se urgente nova era
a todos já desespera
este Inverno longo e triste.

                                        Jeracina Gonçalves
                                        Barcelos/Portugal, 16/03/2021


domingo, março 14, 2021

UM MUNDO MELHOR



Não! Não diga isso.
Não fale do que não viu.
A vida é como um rio
ora flui sem escolhos
ora escorre pelos olhos
em fluídos de dor.

Mas vivida com Amor
a vida é uma estrela.
Cada um deve vivê-la
com respeito pelas vidas
circulando em seu redor.

Esse fluir de respeito e amor
alargado à natureza
traz à vida mais beleza
e faz o mundo melhor.


                                    Jeracina Gonçalves
                                    Barcelos/Portugal - 14/03/2021