Risos crepitam, soltos, em cascata,
pelos ares…
– risos de criança
ceifam-se cachos de pérolas e rubis
dos corpos fecundados dos altares da esperança
doces ternuras
amores secretos
brandas esperanças em noites de luar…
risonhas auroras
vozes soltas, alegres
arremessadas à imensidão do ar
alegres, brejeiros e doces abraços
corações a cantar
éteres embriagantes
bafos quentes – mosto a fermentar
doce “Lágrima”, mel dourado
nas cubas e nos lagares.
Alto Douro Vinhateiro
esse manto verde trigueiro
salpicado de cores quentes
que veste agora teus altares
refulge, nas águas serenas
matizes resplandecentes de lava a crepitar
cambiantes de poentes…
O sol a morrer no mar.
Jeracina Gonçalves
"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
Pesquisar neste blogue
segunda-feira, outubro 23, 2006
terça-feira, outubro 10, 2006
sexta-feira, setembro 29, 2006
MENINA TRAQUINA
Esta menina traquina,
travessa e buliçosa
tem o jeito da andorinha
tem o perfume da rosa.
Interessada e curiosa
mexe em tudo o que vê
fala de tudo o que toca
é imagem do passado
que meu coração invoca.
travessa e buliçosa
tem o jeito da andorinha
tem o perfume da rosa.
Interessada e curiosa
mexe em tudo o que vê
fala de tudo o que toca
é imagem do passado
que meu coração invoca.
JG
quinta-feira, setembro 21, 2006
PALAVRAS
Palavras podem ser pedras
Dilaceram e rasgam a carne
Se arremessadas com fúria
Cavam feridas profundas
Que sangram e podem matar.
JG
Setembro/06
Dilaceram e rasgam a carne
Se arremessadas com fúria
Cavam feridas profundas
Que sangram e podem matar.
JG
Setembro/06
sábado, setembro 16, 2006
PAZ
Beijos de espuma acarinham meus pés
No horizonte azul uma pomba branca
Música tangida nas cordas do mar
Pálpebras decidas cerram meu olhar
Olho a distância, que minha alma alcança
Doce candura, olhar de criança.
JG
No horizonte azul uma pomba branca
Música tangida nas cordas do mar
Pálpebras decidas cerram meu olhar
Olho a distância, que minha alma alcança
Doce candura, olhar de criança.
JG
segunda-feira, setembro 04, 2006
quinta-feira, agosto 10, 2006
O MEU PAÍS
Um país que crianças elimina
e não ouve o clamor dos esquecidos.
Onde nunca os humildes são ouvidos
e uma elite sem Deus é que domina.
Que permite um estupro em cada esquina
e a certeza da dúvida infeliz,
onde quem tem razão baixa a cerviz
e maltratam o negro e a mulher,
pode ser um país de quem quiser,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país onde as leis são descartáveis
por ausência de códigos correctos
com 90 milhões de analfabetos
e multidão maior de miseráveis
um país onde os homens confiáveis
não têm voz, não têm vez, nem directriz,
mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis
e o respaldo de um estímulo incomum
pode ser o país de qualquer um,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que os seus índios discrimina,
e a ciência e a arte não respeita,
um país que ainda morre de maleita
por atraso geral da medicina,
um país onde a escola não ensina
e o hospital não dispõe de raio-x
onde o povo da vila só é feliz
quando tem água de chuva e luz de sol
pode ser o país do futebol,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que é doente, não se cura,
quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo,
sem saber emergir da noite escura.
Um país que perdeu a compostura,
atendendo a políticos subtis,
que dividem o Brasil em mil "Brasis",
para melhor assaltar de ponta-a-ponta,
pode ser um país de faz-de-conta,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que perdeu a identidade,
sepultou o idioma português
aprendeu a falar pornô e inglês,
aderindo à global vulgaridade.
Um país que não tem capacidade
de saber o que pensa e o que diz.
E não sabe curar a cicatriz
desse povo tão bom que vive mal,
pode ser o país do Carnaval,
mas não é, com certeza, o Meu País.
(Orlando Tejo / Edvaldo Chaves / Divaldo Alves)
e não ouve o clamor dos esquecidos.
Onde nunca os humildes são ouvidos
e uma elite sem Deus é que domina.
Que permite um estupro em cada esquina
e a certeza da dúvida infeliz,
onde quem tem razão baixa a cerviz
e maltratam o negro e a mulher,
pode ser um país de quem quiser,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país onde as leis são descartáveis
por ausência de códigos correctos
com 90 milhões de analfabetos
e multidão maior de miseráveis
um país onde os homens confiáveis
não têm voz, não têm vez, nem directriz,
mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis
e o respaldo de um estímulo incomum
pode ser o país de qualquer um,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que os seus índios discrimina,
e a ciência e a arte não respeita,
um país que ainda morre de maleita
por atraso geral da medicina,
um país onde a escola não ensina
e o hospital não dispõe de raio-x
onde o povo da vila só é feliz
quando tem água de chuva e luz de sol
pode ser o país do futebol,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que é doente, não se cura,
quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo,
sem saber emergir da noite escura.
Um país que perdeu a compostura,
atendendo a políticos subtis,
que dividem o Brasil em mil "Brasis",
para melhor assaltar de ponta-a-ponta,
pode ser um país de faz-de-conta,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que perdeu a identidade,
sepultou o idioma português
aprendeu a falar pornô e inglês,
aderindo à global vulgaridade.
Um país que não tem capacidade
de saber o que pensa e o que diz.
E não sabe curar a cicatriz
desse povo tão bom que vive mal,
pode ser o país do Carnaval,
mas não é, com certeza, o Meu País.
(Orlando Tejo / Edvaldo Chaves / Divaldo Alves)
quarta-feira, agosto 09, 2006
quinta-feira, agosto 03, 2006
SOU O ESPAÇO
Sob a quietude da imensidade azul
Chega até mim o sussurro do mar:
Minha alma se agita, se abre d’encanto
Ao beijo do sol, ao mar e ao seu canto.
Rubra almofada, bem fofa e macia,
Em leito de pétalas sustém o meu ser
Cativa os meus sentidos um celeste olor
Do beijo do sol, do mar e da sua cor.
Embriagados os meus sentidos
Minha alma, alada e solta,
Liberta dos grilhões da minha humanidade,
Sem peso e sem matéria,
Ascende à liberdade do tempo e do espaço.
Habito a luz em meu abraço
Sem contornos… sem limites…
Veste-me o azul. Sou o Espaço!
Jeracina Gonçalves
Chega até mim o sussurro do mar:
Minha alma se agita, se abre d’encanto
Ao beijo do sol, ao mar e ao seu canto.
Rubra almofada, bem fofa e macia,
Em leito de pétalas sustém o meu ser
Cativa os meus sentidos um celeste olor
Do beijo do sol, do mar e da sua cor.
Embriagados os meus sentidos
Minha alma, alada e solta,
Liberta dos grilhões da minha humanidade,
Sem peso e sem matéria,
Ascende à liberdade do tempo e do espaço.
Habito a luz em meu abraço
Sem contornos… sem limites…
Veste-me o azul. Sou o Espaço!
Jeracina Gonçalves
quinta-feira, julho 27, 2006
ESPELHO
Subscrever:
Mensagens (Atom)




