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sexta-feira, abril 18, 2008

FEZ-SE NOITE…

O dia nasceu claro,
cheio de luz e de sonho;
mas esse dia risonho,
que chegou com o amanhecer,
engolido pela treva,
foi morto quase ao nascer.

E o espectro da noite
criou sombras em meu redor
alojou-se no meu peito
matou o sonho…Tolheu a luz…
matou o riso da criança
e o aroma da flor.
Jeracina Gonçalves

domingo, abril 06, 2008

É PRIMAVERA

A árvore
profundamente magoada,
mutilada no seu querer,
que o sol com doçura aquece,
dá-se toda em amor,
energia que a faz pulsar,
vestir seu manto de cor
recomeçar a cantar.
Jeracina Gonçalves

quarta-feira, março 26, 2008

PELENITUDE

Não sei se venho ou se vou
Não sei se parto ou se chego
Olho para mim nada sou
Olho em redor nada tenho.

Olho em redor tudo é meu:
As horas, que correm ligeiras,
O Sol, a Lua, as estrela
As serras, os rios, o mar
As vozes dos passarinhos
Os patos, no lago, a nadar…

Não sei se venho ou se vou
Não sei se parto ou se chego
Olho para mim nada sou
Olho em redor nada tenho
E tudo em redor me pertence
E enche minha alma de luz.
Jeracina Gonçalves - Barcelos/Portugal

terça-feira, março 25, 2008

NO ALTO DA MONTANHA

Lá, no reduto da águia, bem perto do azul celeste,
meu coração ganha asas, voa e cresce em esperança
na água resplandecente, a serpentear lá no fundo,
ensopando o nobre vale de fertilidade e bonança.

Lá, no reduto da águia, bem perto do azul celeste,
meu coração voa, leve, penetra o etéreo azul
e voa para o infinito. Leve… Muito leve...
Mais leve que a penugem do corpo imberbe no ninho.
Meu coração ganha asas. Voa. Leve e a cantar.
Jeracina Gonçalves

quinta-feira, março 13, 2008

PÔR-DE-SOL NA FOZ - 13/03/08


O pôr-de-sol é sempre diferente, ainda que visto sempre do mesmo sítio. Ou quanto à luminosidade e ao cromático envolvente, ou quanto ao tamanho e forma das núvens ou à ausência delas, ou, como neste caso, quanto ao estado do mar.
É sempre uma obra de arte, que admiro com grande prazer, e que me causa uma emoção de profundo encantamento.

Jeracina Gonçalves