"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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segunda-feira, outubro 13, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
TUA MÃO NA MINHA MÃO…
sobre a areia, junto ao mar, aceitar suas carícias
e com a brisa dançar.
Vem. Dá-me a tua mão. Vamos caminhar
sobre a areia, junto ao mar, libertar os nossos
sonhos, onde a areia quebra o mar.
Vamos com as ondas bailar.
Vem. Dá-me a tua mão. Vamos caminhar
sobre a areia, junto ao mar, escutar a melopeia
que o mar canta prá areia, no momento de chegar
Vamos com as ondas cantar.
Vem. Dá-me a tua mão. Vamos caminhar.
Tua mão na minha mão, teu olhar no meu olhar
sob o tecto das estrelas, à luz branca do luar,
escutar o coração, libertar o seu sonhar...
Vamos com a brisa voar!
Jeracina Gonçalves
domingo, setembro 14, 2008
A NOITE É DE LUAR
Com um toucado de estrelas
E fios de ouro do luar
A Lua de rosto redondo
Já se começou a adornar.
Cresce a Lua sobre o mar
Que hoje a noite é de luar.
E fios de ouro do luar
A Lua de rosto redondo
Já se começou a adornar.
Cresce a Lua sobre o mar
Que hoje a noite é de luar.
Jeracina Gonçalves
domingo, julho 27, 2008
À BEIRA MAR
Projectada na distância onde o céu abraça o mar
navega uma vela branca, que me acorrenta o olhar;
aqui perto uma gaivota faz voo picado no mar
e no bico traz o peixe, que lhe servirá de jantar;
Muito calmo, muito manso, cá para lá a baloiçar
o mar acarinha meus pés, deitados na orla do mar;
com ternura de amante, muito doce, muito doce,
uma aragem, leve e fresca, o meu rosto vem beijar.
navega uma vela branca, que me acorrenta o olhar;
aqui perto uma gaivota faz voo picado no mar
e no bico traz o peixe, que lhe servirá de jantar;
Muito calmo, muito manso, cá para lá a baloiçar
o mar acarinha meus pés, deitados na orla do mar;
com ternura de amante, muito doce, muito doce,
uma aragem, leve e fresca, o meu rosto vem beijar.
Jeracina Gonçalves
sábado, julho 26, 2008
A BRISA DA MADRUGADA
Os dedos brandos, esguios, da brisa da madrugada
soltam límpida melodia da harpa verde, delicada,
onde nidam passarinhos, em frente à minha janela.
A sonância delicada das verdes cordas tangidas,
qual vento vivo e forte arrasta a vil enxurrada
leva de mim o cansaço, que traz a minha alma
tão triste, que traz a minha alma tão magoada...
Límpida e pura, minha alma eleva-se no espaço.
Renovada e forte, a minha alma avança segura
ao encontro dos sonhos perdidos na noite escura.
Os dedos brandos, esguios, da brisa da madrugada
soltam límpida melodia da harpa verde, delicada,
onde nidam passarinhos, em frente à minha janela.
A sonância delicada das verdes cordas tangidas,
qual vento vivo e forte arrasta a vil enxurrada
leva de mim o cansaço, que traz a minha alma
tão triste, que traz a minha alma tão magoada...
Límpida e pura, minha alma eleva-se no espaço.
Renovada e forte, a minha alma avança segura
ao encontro dos sonhos perdidos na noite escura.
Jeracina Gonçalves
sexta-feira, julho 25, 2008
A TRAIÇÃO
É uma dama vistosa,
cortês e bem refinada,
a máscara da negra traição;
é simples, sem atavios,
nem máscara, que tape o rosto,
a lealdade do coração;
Quero-me com gente que grita,
que solta o que lhe vai na alma
quando, na alma, magoada;
grita, mas não esconde
a faca atrás do biombo
pronta para ser atirada;
O verde que enche meus olhos
cresceu na várzea da serra.
É feito da alma serrana.
Tem a firmeza da rocha,
tem a pureza da água,
que desce lá da montanha.
É uma dama vistosa,
cortês e bem refinada,
a máscara da negra traição;
é simples, sem atavios,
nem máscara, que tape o rosto,
a lealdade do coração
cortês e bem refinada,
a máscara da negra traição;
é simples, sem atavios,
nem máscara, que tape o rosto,
a lealdade do coração;
Quero-me com gente que grita,
que solta o que lhe vai na alma
quando, na alma, magoada;
grita, mas não esconde
a faca atrás do biombo
pronta para ser atirada;
O verde que enche meus olhos
cresceu na várzea da serra.
É feito da alma serrana.
Tem a firmeza da rocha,
tem a pureza da água,
que desce lá da montanha.
É uma dama vistosa,
cortês e bem refinada,
a máscara da negra traição;
é simples, sem atavios,
nem máscara, que tape o rosto,
a lealdade do coração
Jeracina Gonçalves
sexta-feira, julho 18, 2008
A BRISA DO MAR
Ó brisa doce
brisa que sopras do mar,
leva para bem longe esta névoa que meu céu escurece
atormenta o meu coração e embacia o meu olhar;
brisa que sopras do mar,
leva para bem longe esta névoa que meu céu escurece
atormenta o meu coração e embacia o meu olhar;
solta este dique que amarfanha a minha alma
sedenta do azul do céu e da luz branca do luar.
sedenta do azul do céu e da luz branca do luar.
Ó brisa doce
brisa que sopras do mar,
leva meus sonhos contigo.
Dispersa-os pelo azul dum amanhecer de Verão
e trá-los de volta, bem vivos, ao meu coração.
Não deixes que meus sonhos se vão!
Ó brisa doce
brisa que sopras do mar,
Vem. Traz-me a luz que ilumine o meu olhar.
Traz-me o sol da ternura
traz-me a luz d'alegria,
Não deixes que meus sonhos se vão!
Ó brisa doce
brisa que sopras do mar,
Vem. Traz-me a luz que ilumine o meu olhar.
Traz-me o sol da ternura
traz-me a luz d'alegria,
que extinga em mim esta névoa tão negra e fria
que meu céu escurece e meu olhar embacia.
que meu céu escurece e meu olhar embacia.
Vem, brisa que sopras do mar!
Traz-me o azul do céu e a luz branca do luar!
Jeracina Gonçalves
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