Chegado ao fim, o caminho
No coração a alegria da Terra Prometida.
Escolhos, escarpas, declives
Tropeços nele encontrados
Abismos ultrapassados
No campo aberto à luz
Entre o verde e o azul
Uma árvore florida
Pinta o campo de cor
Pelo ar exala o odor
De uma missão cumprida.
Chegado ao fim, o caminho
No coração a alegria da Terra Prometida.
20/06/09
Jeracina Gonçalves
"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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domingo, junho 21, 2009
O PALCO DA CIDADE
Nesta bonita cidade arrumada à beira Cávado
berço de Alcaides leais e do nobre decepado
a Rua do Bom Jesus, o Largo do Senhor da Cruz
e locais adjacentes fervilham de belas histórias
rezam profundas memórias de culto e tradição
Nobre salão da cidade o Largo do Senhor da Cruz
veste risos, veste músicas e desafios nos cantares
demonstrações de cultura de sabor bem popular
veste colóquios, intrigas, no lajedo da calçada
tecidos no dia-a-dia, caminhada a caminhada
A rua do Bom Jesus com seu passado de palha
pouso dos almocreves e suas bestas de carga
conta as histórias das vielas, gritarias e surdinas
estúrdias e zaragatas de boémios e rameiras
nas tertúlias das tabernas realejos e concertinas
Por esse palco formoso, palco com coração,
pleno de vivências humanas, no coração da cidade
palco hoje de cultura, alegria e popular tradição
passa formoso o poeta com seu olhar sonhador
no coração uma estrofe na mão rato e monitor
Passa depois o pintor com o arco-íris no olhar
na mão leva o cavalete e a tela para pintar
o músico passa a seguir feliz com seu violão
levando a pauta na mão e as notas no coração
Passam o oleiro, o barrista atentos e diligentes
a trabalhar entre os dedos a matéria premente
segue-se o cozinheiro de branco aperaltado
nas suas mão a terrina com pitéu bem refinado
Formoso segue o doceiro ciente do seu valor
vai fazer a sobremesa gostosa e cheia de cor
E neste palco imponente, neste palco com coração
pleno de vivências humanas no coração da cidade
músicos, poetas, pintores, cozinheiros e doceiros
e todos os mais artesãos, que a este palco virão,
briosos, irão cozinhar a ementa mais gostosa
para este majestoso banquete de cultura popular
servido com muita alegria, muita, muita emoção!
berço de Alcaides leais e do nobre decepado
a Rua do Bom Jesus, o Largo do Senhor da Cruz
e locais adjacentes fervilham de belas histórias
rezam profundas memórias de culto e tradição
Nobre salão da cidade o Largo do Senhor da Cruz
veste risos, veste músicas e desafios nos cantares
demonstrações de cultura de sabor bem popular
veste colóquios, intrigas, no lajedo da calçada
tecidos no dia-a-dia, caminhada a caminhada
A rua do Bom Jesus com seu passado de palha
pouso dos almocreves e suas bestas de carga
conta as histórias das vielas, gritarias e surdinas
estúrdias e zaragatas de boémios e rameiras
nas tertúlias das tabernas realejos e concertinas
Por esse palco formoso, palco com coração,
pleno de vivências humanas, no coração da cidade
palco hoje de cultura, alegria e popular tradição
passa formoso o poeta com seu olhar sonhador
no coração uma estrofe na mão rato e monitor
Passa depois o pintor com o arco-íris no olhar
na mão leva o cavalete e a tela para pintar
o músico passa a seguir feliz com seu violão
levando a pauta na mão e as notas no coração
Passam o oleiro, o barrista atentos e diligentes
a trabalhar entre os dedos a matéria premente
segue-se o cozinheiro de branco aperaltado
nas suas mão a terrina com pitéu bem refinado
Formoso segue o doceiro ciente do seu valor
vai fazer a sobremesa gostosa e cheia de cor
E neste palco imponente, neste palco com coração
pleno de vivências humanas no coração da cidade
músicos, poetas, pintores, cozinheiros e doceiros
e todos os mais artesãos, que a este palco virão,
briosos, irão cozinhar a ementa mais gostosa
para este majestoso banquete de cultura popular
servido com muita alegria, muita, muita emoção!
Jeracina Gonçalves/ Barcelos, Portugal
sábado, abril 18, 2009
ALCANTILADA MONTANHA
Abraçam meus olhos o espaço
da íngreme e imponente montanha.
Subindo pela encosta, pousam na
cumeada:
Seus grandes cumes desnudos
a tocar o etéreo azul, deleitam os meus
sentidos.
Sou eterna apaixonada!
Meu olhar, liquefeito de emoção,
vagueia inseguro, perdido,
por entre as agrestes ravinas
enlaça a vistosa cascata
de águas brancas, de prata,
que salta o despenhadeiro
se esgueira, escorregadia,
por entre brechas e calhaus
da agreste penedia.
Imerge, depois, meu olhar
errante pela encosta,
na névoa de branca espuma
dispersa pela ravina
a escorrer pelos carreiros
dos íngremes desfiladeiros.
O astro que espalha a luz
incide intenso, brilhante,
nas encostas e cumeadas
trepa as alcantiladas
fixa a cascata cantante
a nuvem de branca espuma...
E toda a montanha se arruma
num cenário de luz e sombra
abraçada pela brisa
que docemente me enlaça.
De narinas palpitantes
sorvo os aromas distantes
trazidos pela brisa que passa,
a brisa que me enlaça,
nesta montanha que eu amo.
Jeracina Gonçalves
da íngreme e imponente montanha.
Subindo pela encosta, pousam na
cumeada:
Seus grandes cumes desnudos
a tocar o etéreo azul, deleitam os meus
sentidos.
Sou eterna apaixonada!
Meu olhar, liquefeito de emoção,
vagueia inseguro, perdido,
por entre as agrestes ravinas
enlaça a vistosa cascata
de águas brancas, de prata,
que salta o despenhadeiro
se esgueira, escorregadia,
por entre brechas e calhaus
da agreste penedia.
Imerge, depois, meu olhar
errante pela encosta,
na névoa de branca espuma
dispersa pela ravina
a escorrer pelos carreiros
dos íngremes desfiladeiros.
O astro que espalha a luz
incide intenso, brilhante,
nas encostas e cumeadas
trepa as alcantiladas
fixa a cascata cantante
a nuvem de branca espuma...
E toda a montanha se arruma
num cenário de luz e sombra
abraçada pela brisa
que docemente me enlaça.
De narinas palpitantes
sorvo os aromas distantes
trazidos pela brisa que passa,
a brisa que me enlaça,
nesta montanha que eu amo.
Jeracina Gonçalves
quarta-feira, março 18, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
A CAPACIDADE DE PERDOAR
A capacidade de perdoar, a meu ver, é característica, não dos “pobres de espírito” – dando à expressão a conotação que vulgarmente se lhe atribui –, mas sim dos espíritos superiores, que têm a força de alma para dominarem as paixões negativas, fazendo-o de forma consciente e voluntária. Perdoam do coração e com o coração.
Só os que olham o outro, e a si próprios, como seres em evolução, que erram para poderem acertar, sabem perdoar. Têm uma capacidade superior de entender o outro, apenas porque se conhecem e se entendem a si mesmos. Não calam ofensas, mas reagem a elas com dignidade, clareiam as situações, e porta encerrada.
Olhar no horizonte, espírito aberto avançam serenamente em direcção ao futuro, com o propósito de darem a sua colaboração na construção de um mundo onde a força do amor faça frente à força do ódio e da vingança.
Não é de orgulhos loucos, de paixões desenfreadas, que o mundo precisa; mas de honestidade, de verdade, de trabalho e compreensão aliadas num objectivo de bem comum, sem alardes nem manifestações de superioridades.
A obrigação de cada um é dar o seu melhor, seja qual for o lugar onde se encontre, com a certeza de que nada sabe em comparação ao muito que tem para aprender, se mantiver o seu espírito permeável e aberto ao outro, do mais pequeno ao maior.
Com todos temos sempre coisas a aprender.
Jeracina Gonçalves
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
quinta-feira, dezembro 25, 2008
ÁRVORE SOLITÁRIA
A
árvore, magoada em seu âmago, em seu coração,
Busca
o amante, carinhoso, que para ela estende mão.
Dá-lhe
o ânimo, o calor, a energia que a faz vibrar
Vestir
sua alma de novo vigor e recomeça a cantar.
Jeracina Gonçalves
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