Mãe! Mãe! Depressa vem ver!
Olha para o céu está a nevar!
Sabes o que quer dizer?
O Natal está a chegar!
Este Natal vai ser o melhor.
Já tenho tudo planeado.
Tenho as receitas para o jantar,
E o meu presépio pré-fabricado,
Mais uma linda toalha de mesa,
Está o Natal quase preparado.
Sem esquecer o pinheiro,
Que é o principal,
Ele completa o presépio
E os presentes de Natal.
Sabes mãe estive a pensar…
E tudo isto não é importante.
O que interessa é estarmos juntos
E podermos festejar.
Porque o Natal é em família,
É isso que ele significa.
Significa amor, esperança,
Significa alegria.
Quero que acabe a guerra
E que todos sejamos felizes
Que acabe a tristeza e a pobreza.
Que alguém ponha fim às mortes
E à corrupção,
Que as armas e as bombas
Ganhem asas e comecem a voar,
Voem para longe de quem as possa usar
Olha mãe, isto é o que eu quero,
Sei que é muito mas tudo é preciso.
Este Natal não quero bonecos,
Peço um desejo que não pode ser comprado.
Marta Gonçalves Barros - 10 anos (minha neta)
"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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segunda-feira, dezembro 28, 2009
domingo, dezembro 13, 2009
NATAL!

Natal é Nascimento, Alegria, Esperança.
Esperança é Fé. É ânimo para enfrentar as vicissitudes da vida, acreditando que conseguiremos vencer as batalhas, ultrapassar os obstáculos, as barreiras postas aos nossos objectivos e atingiremos a meta desejada.
Esperança é manter a chama viva. É acreditar que o que desejamos chegará. É acreditar nas nossas capacidades para o atingir.
Esse é o primeiro passo para concretizarmos os nossos sonhos.
Se acreditarmos com força, que podemos conseguir o que desejamos, mais cedo ou mais tarde, consegui-lo-emos. Mas teremos de trabalhar nesse sentido.
Nada acontecerá se nos limitarmos a esperar, de braços cruzados, aguardando que tudo nos chegue por magia, por obra e graça do Divino Espírito Santo.
O nosso contributo honesto e esforçado é indispensável.
Natal é Esperança.
É Esperança num mundo mais equitativo, onde as disparidades existentes se vão diluindo, deixando antever um mundo melhor, mais amigo, mais justo, sem as permanentes guerras de poder em que vive atolado, que sempre sacrificam os mais inocentes, os mais pobres, favorecendo os oportunistas e os falhos de escrúpulos e de ética.
Essa mensagem de Paz, de Amor, de Fraternidade, de Esperança foi a mensagem que Jesus nos trouxe com o Seu Nascimento e com o Seu exemplo de Vida entre nós.
Festejemos o Seu Aniversário com a firme determinação de darmos o nosso contributo diligente, activo, na construção desse mundo mais justo.
Dezembro/2009
Jeracina Gonçalves
quinta-feira, dezembro 10, 2009
quarta-feira, setembro 30, 2009
RECORDAÇÕES
Inalo o perfume da vida neste amanhecer sereno, verde e azul, no ar que me chega fresco, carregado de promessas, de sedas e de veludos, entre o perfume das rosas e a voz das cachoeiras de águas transparentes, soltando-se do azul sem mácula sobre o azul límpido do fundo do lago, que está em mim, neste recanto da montanha;
Inalo o perfume da vida nesta serenidade, que me chega de mim por entre a cantilena mágica de vozes infantis em meu redor, e me transporta no tempo e ao espaço da minha infância.
Traz-me memórias de vozes quentes, carinhosas como abraços envolventes, que cingem o meu coração e a minha alma em tecidos de cores alegres, macios e aconchegantes;
Inalo o perfume da vida em cada pedacinho de chão que aqui piso, nos troncos das árvores, que me falam de abraços amoráveis dos seres queridos, que, com suas mãos rugosas, labutadoras, produtivas, as plantaram, cuidaram, fizeram crescer e frutificar com os seus cuidados, o seu amor, a sua vida, e nelas me acarinham e me fazem ainda chegar o seu amor protector, carinhoso, aconchegante.
O céu chora mansamente
espalha pérolas pelo chão
inalo o perfume da vida
a cada passo/recordação.
Inalo o perfume da vida
neste pedacinho de chão!
Jeracina Gonçalves
Inalo o perfume da vida nesta serenidade, que me chega de mim por entre a cantilena mágica de vozes infantis em meu redor, e me transporta no tempo e ao espaço da minha infância.
Traz-me memórias de vozes quentes, carinhosas como abraços envolventes, que cingem o meu coração e a minha alma em tecidos de cores alegres, macios e aconchegantes;
Inalo o perfume da vida em cada pedacinho de chão que aqui piso, nos troncos das árvores, que me falam de abraços amoráveis dos seres queridos, que, com suas mãos rugosas, labutadoras, produtivas, as plantaram, cuidaram, fizeram crescer e frutificar com os seus cuidados, o seu amor, a sua vida, e nelas me acarinham e me fazem ainda chegar o seu amor protector, carinhoso, aconchegante.
O céu chora mansamente
espalha pérolas pelo chão
inalo o perfume da vida
a cada passo/recordação.
Inalo o perfume da vida
neste pedacinho de chão!
Jeracina Gonçalves
domingo, julho 26, 2009
ALMA AZUL
Minha alma hoje é azul
Como é azul este céu
Sobre o azul deste mar
Que vem os meus pés beijar
Com beijos de branca espuma
E põe a minha alma a sonhar
Minha alma hoje é azul
Como é azul este céu
Sobre o azul deste mar
E é azul esta brisa
Que toca os ramos frondosos
E põe a minha alma a cantar
Nas asas de uma gaivota
Parte minha alma a voar
Sob o azul deste céu
Sobre o azul deste mar
Sem destino, praia ou cais
Que possa minha alma alojar!
Minha alma parte livre
Sobre o azul deste mar!
Como é azul este céu
Sobre o azul deste mar
Que vem os meus pés beijar
Com beijos de branca espuma
E põe a minha alma a sonhar
Minha alma hoje é azul
Como é azul este céu
Sobre o azul deste mar
E é azul esta brisa
Que toca os ramos frondosos
E põe a minha alma a cantar
Nas asas de uma gaivota
Parte minha alma a voar
Sob o azul deste céu
Sobre o azul deste mar
Sem destino, praia ou cais
Que possa minha alma alojar!
Minha alma parte livre
Sobre o azul deste mar!
Jeracina Gonçalves
A VIDA É COMO UMA MONTANHA
A VIDA, como
qualquer montanha, tem encostas ensolaradas de muita beleza, por onde
caminhamos com prazer e encantamento, e outras mais sombrias, escuras, com escarpas
escabrosas difíceis de trepar que, às vezes, abrem fendas para precipícios,
gargantas, desfiladeiros apertados, onde o sol não chega e a luz é ténue e
baça; tem vales verdejantes e produtivos alimentados por indolentes rios tranquilos de águas plácidas e transparentes; tem planaltos luminosos, que
julgamos assentes em bases sólidas, bem firmes e, bruscamente, sem
qualquer sinal que o anuncie, abrem brechas para abismos profundos, acanhados, escuros, onde a luz dá lugar à treva paralisante, que nos prende os movimentos e rouba-nos a força necessária para afastarmos os escombros, subirmos a ravina pelo outro lado, voltarmos à luz e recomeçarmos a caminhada.
E, muitas vezes, passa de um para o outro estádio sem nada que o anuncie, sem que seja preparada ou notificada a mudança.
E, muitas vezes, passa de um para o outro estádio sem nada que o anuncie, sem que seja preparada ou notificada a mudança.
Num instante
tudo nos corre bem: a saúde, o emprego, os amigos, os negócios e, a energia necessária
para dar saída a cada pretensão, abunda. Sentimo-nos poderosos, cheios de vida,
cheios de projetos e com força para derrubar montanhas.
No instante seguinte tudo se desmorona. Somos engolidos por uma série de acontecimentos nefastos sobre os quais não temos qualquer controle, como se forças demoníacas poderosas, acoitadas à espera de desferirem o golpe, tomem o comando das nossas vidas, jogando com elas como o vento forte joga com as folhas secas que desprende do seio da árvore-mãe. Atiram-nos para o fundo de poços negros onde a luz, quando chega, chega muito ténue e distante, sob toneladas de lama e de escombros. Porém é nosso dever esgravatar nos escombros, sacudir a terra e avançar ao encontro dessa ténue luzinha, por mais pequenina e distante que nos pareça, sem nos deixarmos abater, nem descoroçoar no esforço, e prosseguir o caminho com muita Fé, com muita força de alma e com muita esperança no olhar.
Por mais dolorosas e inultrapassáveis que as situações nos pareçam, não podemos permitir que nos derrubem.
Todos os estádios da vida são importantes para o crescimento da personalidade e para o fortalecimento da alma, se formos capazes de enfrentá-los sem deixarmos que destruam a nossa força interior.
Qualquer deles, pode acontecer a qualquer momento. Precisamos de estar preparados para os encararmos, a todos, sejam de luz ou de treva, com a mesma humildade, com a mesma coragem, com a mesma determinação e sentido de Vida.
No instante seguinte tudo se desmorona. Somos engolidos por uma série de acontecimentos nefastos sobre os quais não temos qualquer controle, como se forças demoníacas poderosas, acoitadas à espera de desferirem o golpe, tomem o comando das nossas vidas, jogando com elas como o vento forte joga com as folhas secas que desprende do seio da árvore-mãe. Atiram-nos para o fundo de poços negros onde a luz, quando chega, chega muito ténue e distante, sob toneladas de lama e de escombros. Porém é nosso dever esgravatar nos escombros, sacudir a terra e avançar ao encontro dessa ténue luzinha, por mais pequenina e distante que nos pareça, sem nos deixarmos abater, nem descoroçoar no esforço, e prosseguir o caminho com muita Fé, com muita força de alma e com muita esperança no olhar.
Por mais dolorosas e inultrapassáveis que as situações nos pareçam, não podemos permitir que nos derrubem.
Todos os estádios da vida são importantes para o crescimento da personalidade e para o fortalecimento da alma, se formos capazes de enfrentá-los sem deixarmos que destruam a nossa força interior.
Qualquer deles, pode acontecer a qualquer momento. Precisamos de estar preparados para os encararmos, a todos, sejam de luz ou de treva, com a mesma humildade, com a mesma coragem, com a mesma determinação e sentido de Vida.
Sem arrogância
quando caminhamos pela encosta ensolarada e bela, ou estamos no cimo, no topo da
montanha, e sem desespero quando caímos no precipício, cientes de que nenhuma
situação na vida é firme e permanente.
Na vida nada é
definitivo.
A vida não é coisa pouca
Dejejum ou sobremesa
É refeição completa
Composta de diferentes sabores
Mais doces e mais amargos
Que, à vida, dão o sabor.
Mesmo com amargo na boca
De alguns dos paladares
A vida não é coisa pouca
Que se desperdice, desdenhe
É refeição completa
Na mesa de cada um.
Desfruta-a com gratidão
E ânimo no coração.
Jeracina Gonçalves
domingo, junho 21, 2009
NO FIM DO CAMINHO
Chegado ao fim, o caminho
No coração a alegria da Terra Prometida.
Escolhos, escarpas, declives
Tropeços nele encontrados
Abismos ultrapassados
No campo aberto à luz
Entre o verde e o azul
Uma árvore florida
Pinta o campo de cor
Pelo ar exala o odor
De uma missão cumprida.
Chegado ao fim, o caminho
No coração a alegria da Terra Prometida.
20/06/09
Jeracina Gonçalves
No coração a alegria da Terra Prometida.
Escolhos, escarpas, declives
Tropeços nele encontrados
Abismos ultrapassados
No campo aberto à luz
Entre o verde e o azul
Uma árvore florida
Pinta o campo de cor
Pelo ar exala o odor
De uma missão cumprida.
Chegado ao fim, o caminho
No coração a alegria da Terra Prometida.
20/06/09
Jeracina Gonçalves
O PALCO DA CIDADE
Nesta bonita cidade arrumada à beira Cávado
berço de Alcaides leais e do nobre decepado
a Rua do Bom Jesus, o Largo do Senhor da Cruz
e locais adjacentes fervilham de belas histórias
rezam profundas memórias de culto e tradição
Nobre salão da cidade o Largo do Senhor da Cruz
veste risos, veste músicas e desafios nos cantares
demonstrações de cultura de sabor bem popular
veste colóquios, intrigas, no lajedo da calçada
tecidos no dia-a-dia, caminhada a caminhada
A rua do Bom Jesus com seu passado de palha
pouso dos almocreves e suas bestas de carga
conta as histórias das vielas, gritarias e surdinas
estúrdias e zaragatas de boémios e rameiras
nas tertúlias das tabernas realejos e concertinas
Por esse palco formoso, palco com coração,
pleno de vivências humanas, no coração da cidade
palco hoje de cultura, alegria e popular tradição
passa formoso o poeta com seu olhar sonhador
no coração uma estrofe na mão rato e monitor
Passa depois o pintor com o arco-íris no olhar
na mão leva o cavalete e a tela para pintar
o músico passa a seguir feliz com seu violão
levando a pauta na mão e as notas no coração
Passam o oleiro, o barrista atentos e diligentes
a trabalhar entre os dedos a matéria premente
segue-se o cozinheiro de branco aperaltado
nas suas mão a terrina com pitéu bem refinado
Formoso segue o doceiro ciente do seu valor
vai fazer a sobremesa gostosa e cheia de cor
E neste palco imponente, neste palco com coração
pleno de vivências humanas no coração da cidade
músicos, poetas, pintores, cozinheiros e doceiros
e todos os mais artesãos, que a este palco virão,
briosos, irão cozinhar a ementa mais gostosa
para este majestoso banquete de cultura popular
servido com muita alegria, muita, muita emoção!
berço de Alcaides leais e do nobre decepado
a Rua do Bom Jesus, o Largo do Senhor da Cruz
e locais adjacentes fervilham de belas histórias
rezam profundas memórias de culto e tradição
Nobre salão da cidade o Largo do Senhor da Cruz
veste risos, veste músicas e desafios nos cantares
demonstrações de cultura de sabor bem popular
veste colóquios, intrigas, no lajedo da calçada
tecidos no dia-a-dia, caminhada a caminhada
A rua do Bom Jesus com seu passado de palha
pouso dos almocreves e suas bestas de carga
conta as histórias das vielas, gritarias e surdinas
estúrdias e zaragatas de boémios e rameiras
nas tertúlias das tabernas realejos e concertinas
Por esse palco formoso, palco com coração,
pleno de vivências humanas, no coração da cidade
palco hoje de cultura, alegria e popular tradição
passa formoso o poeta com seu olhar sonhador
no coração uma estrofe na mão rato e monitor
Passa depois o pintor com o arco-íris no olhar
na mão leva o cavalete e a tela para pintar
o músico passa a seguir feliz com seu violão
levando a pauta na mão e as notas no coração
Passam o oleiro, o barrista atentos e diligentes
a trabalhar entre os dedos a matéria premente
segue-se o cozinheiro de branco aperaltado
nas suas mão a terrina com pitéu bem refinado
Formoso segue o doceiro ciente do seu valor
vai fazer a sobremesa gostosa e cheia de cor
E neste palco imponente, neste palco com coração
pleno de vivências humanas no coração da cidade
músicos, poetas, pintores, cozinheiros e doceiros
e todos os mais artesãos, que a este palco virão,
briosos, irão cozinhar a ementa mais gostosa
para este majestoso banquete de cultura popular
servido com muita alegria, muita, muita emoção!
Jeracina Gonçalves/ Barcelos, Portugal
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