"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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segunda-feira, março 12, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
O MOSTEIRO DE SANTA mARIA DE ALCOBAÇA
Este fim-de-semana conheci o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Nunca o tinha visitado antes e sinto-me envergonhada.
É vergonhoso para mim, haver no meu país tal maravilha da arquitectura Cisterciense e só agora a conhecer. É imperdoável para qualquer português. Mas, muito mais, para os que tenham possibilidades de viajar e gostem de viajar, e o façam. Fazem-no para o estrangeiro, onde visitam mosteiros, catedrais, palácios, museus, grutas... e veem de lá deslumbrados. E desconhecem as maravilhas da sua terra, do seu país. Coisas tanto ou mais preciosas que as que veem lá fora, que estão mesmo ao pé da porta e se podem conhecer com muito pouco gasto. Basta apenas ter alguma disponibilidade de tempo, que sempre se arranja.
Vale a pena dispor desse tempo para conhecer o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
À BEIRA-MAR
Correndo de Norte p'ró Sul
fluem, suavemente,
entre o azul e o azul
pétalas de seda branca
leves e transparentes,
correndo de Norte p'ró Sul.
fluem, suavemente,
entre o azul e o azul
pétalas de seda branca
leves e transparentes,
correndo de Norte p'ró Sul.
JG
terça-feira, fevereiro 13, 2007
O TEMPO
O tempo foge com o tempo
na roda sempre a girar
segundos, minutos, horas
o tempo não pode parar
Troca o Sol com a Lua
do entardecer à aurora
um dia segue outro dia
semanas, meses, anos...
O tempo não tem demoras
é século, depois de século,
milénio atrás de milénio
na roda sempre a girar
o tempo não pode parar
O tempo foge do tempo
sem tempo p'ra observar
o tempo na roda a passar
é tempo de educar
É tempo de ao tempo ensinar
que é preciso, no tempo,
ter tempo p'ra rir e brincar
e tempo para sonhar
O tempo não volta a passar!
na roda sempre a girar
segundos, minutos, horas
o tempo não pode parar
Troca o Sol com a Lua
do entardecer à aurora
um dia segue outro dia
semanas, meses, anos...
O tempo não tem demoras
é século, depois de século,
milénio atrás de milénio
na roda sempre a girar
o tempo não pode parar
O tempo foge do tempo
sem tempo p'ra observar
o tempo na roda a passar
é tempo de educar
É tempo de ao tempo ensinar
que é preciso, no tempo,
ter tempo p'ra rir e brincar
e tempo para sonhar
O tempo não volta a passar!
Jeracina Gonçalves
quarta-feira, janeiro 31, 2007
O PUZZLE DA VIDA
A Vida, como um puzzle, é feita de pequenos pedaços:
Uns são bem iluminados e neles florescem flores;
outros são mais sombrios
com ravinas e escolhos a cruzarem os caminhos.
Uns são bem iluminados e neles florescem flores;
outros são mais sombrios
com ravinas e escolhos a cruzarem os caminhos.
Esses pequenos pedaços,
com mais luz ou com mais sombra
no dia-a-dia vividos
ajeitam o puzzle da Vida.
Um puzzle inacabado até à despedida.
com mais luz ou com mais sombra
no dia-a-dia vividos
ajeitam o puzzle da Vida.
Um puzzle inacabado até à despedida.
Jeracina Gonçalves
domingo, dezembro 10, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
À BEIRA DO RIO
quarta-feira, novembro 01, 2006
O PICO, NA ILHA DO PICO

Mama da Terra, poderosa e pródiga, cingida em novelos de vaporoso tule,
mamilo a descoberto em oferta ao infinito.
Assim é o Pico, na ilha do Pico, neste exacto momento em que escrevo, nesse seu jogo de esconde-esconde com os turistas, que, de olhar ávido, perscrutam a névoa na ânsia de surpreenderem a sua nudez total. E, às vezes... poucas vezes, desnuda-se despudoradamente.
Mas por pouco tempo. No segundo seguinte, envergonhado pela ousadia, esconde-se por detrás de uma cortina enovelada e cinza, por vezes multicolorida, negando-se a mostrar a sua nudez aos olhares que o procuram avidamente através da névoa.
Agosto/06
JG
segunda-feira, outubro 23, 2006
A VINDIMA NO ALTO DOURO
Risos crepitam, soltos, em cascata,
pelos ares…
– risos de criança
ceifam-se cachos de pérolas e rubis
dos corpos fecundados dos altares da esperança
doces ternuras
amores secretos
brandas esperanças em noites de luar…
risonhas auroras
vozes soltas, alegres
arremessadas à imensidão do ar
alegres, brejeiros e doces abraços
corações a cantar
éteres embriagantes
bafos quentes – mosto a fermentar
doce “Lágrima”, mel dourado
nas cubas e nos lagares.
Alto Douro Vinhateiro
esse manto verde trigueiro
salpicado de cores quentes
que veste agora teus altares
refulge, nas águas serenas
matizes resplandecentes de lava a crepitar
cambiantes de poentes…
O sol a morrer no mar.
Jeracina Gonçalves
pelos ares…
– risos de criança
ceifam-se cachos de pérolas e rubis
dos corpos fecundados dos altares da esperança
doces ternuras
amores secretos
brandas esperanças em noites de luar…
risonhas auroras
vozes soltas, alegres
arremessadas à imensidão do ar
alegres, brejeiros e doces abraços
corações a cantar
éteres embriagantes
bafos quentes – mosto a fermentar
doce “Lágrima”, mel dourado
nas cubas e nos lagares.
Alto Douro Vinhateiro
esse manto verde trigueiro
salpicado de cores quentes
que veste agora teus altares
refulge, nas águas serenas
matizes resplandecentes de lava a crepitar
cambiantes de poentes…
O sol a morrer no mar.
Jeracina Gonçalves
terça-feira, outubro 10, 2006
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