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domingo, julho 17, 2016

PELAS ESCARPAS DO TEMPO


Meus olhos resvalam pelas escarpas do tempo
Em busca do tempo em que fui riso pleno
Gargalhada espontânea em cascata de luminosas rosas
Luzeiro no céu a iluminar o horizonte do amanhecer
Rosa orvalhada com cheiro de madrugada florida
Noites inebriantes perfumadas a concertos de violinos…

Meus olhos resvalam pelas escarpas do tempo
E trazem-me a harmonia da música do entardecer
O equilíbrio justo dos aromas, sons e cores
Verdadeiras sinfonias que despertam o meu Ser
Permanecem em meu redor e falam-me de Deus
E do Seu infinito e incondicional AMOR!
17/07/2016
Jeracina Gonçalves

domingo, julho 10, 2016

PORTUGAL
 












Quando um dia eu morrer
e minh’alma puder voar
pairará por uns instantes
sobre o verde destes montes
sobre o azul deste mar
e levará na bagagem
estas cores, estes perfumes
e o ânimo destas gentes
para deles se alimentar!
                                                                  Jeracina Gonçalves

10/07/2016

terça-feira, junho 21, 2016

AO DISCORRER DO PENSAMENTO


Se a vida nos dá a capacidade de nos deslumbrarmos com o que a natureza nos oferece, julgo que nada mais falta para termos Paz no coração e, consequentemente, uma sensação de plenitude a encher-nos a alma, que se aproxima do sentimento que poderemos chamar de felicidade. E eu sinto essa capacidade de me deslumbrar com as coisas simples e genuinamente belas que Deus colocou em volta de mim: o germinar de uma semente, o desabrochar de uma flor, a melodia de uma pequena cascata a despenhar-se sobre o lago transparente, a beleza de um campo atapetado de plantinhas acabadas de germinar, muito verdes e tenras, ou de humildes e belas flores silvestres vermelhas, brancas, amarelas, roxas..., a música dos pássaros que todos os dias harmoniza o meu despertar (faz-se agora ouvir para lá da janela à esquerda da secretária a que me sento, e acompanha o  meu pensamento neste caminhar sobre o ecrã do meu computador), o riacho que desce da montanha aos sobressaltos por entre rochedos e pedregulhos e, cansado de tanta luta, deixa-se espraiar, preguiçosamente, por entre a planura do vale e faz-se espelho límpido das aves que rasgam a tela do ar e do bailado dos ramos da margem a dançarem ao ritmo da brisa…
A Natureza pura, selvagem, espontânea, inocente, tem o poder de me encantar e de me fazer esquecer os factos menos positivos que, às vezes, atravessam a minha vida.
21-06-2016
Jeracina Gonçalves

domingo, junho 19, 2016

À DERIVA ENTRE A SERRA, O MAR, E O AR

    
                                                                          
À deriva entre a serra, o mar, e o ar                  
encontra o meu coração espaço para cantar
viver a alegria da semente a desabrochar
do cântico do amanhecer sentir o seu entoar.

Com a força do Amor, em cada despertar
encontra o meu coração espaço para sorrir
viver a alegria da roseira, em botão, a florir
e todo o jardim cantar louvores ao amanhecer.

Em cada novo advir a fulgir no horizonte       
encontra o meu coração espaço para amar
a terra, o céu, o ar e o mar,
e todo e qualquer ser, em seu seio, a habitar.

Ao astro que aquece e com sua luz abraça
a terra, o céu, o ar e o mar,
encontra meu coração espaço para agraciar
e em seu âmago, agradecer; e orar
à Luz Magnificente, Suprema, Omnipotente
a Obra Maravilhosa em que me deu um lugar.

Jeracina Gonçalves
19/06/2016




quarta-feira, junho 08, 2016

AS FLORES


As flores cantam canções de paz
São beleza, encantamento...
Harmonizam a minha alma
Se esgotada e ferida
Dos elementos desavindos
Estabelecem a união.

As flores cantam canções de paz.
São bálsamo que inebria
A minha alma sacia
E, ao meu coração, dá ânimo e alegria!

Jeracina Gonçalves
08/06/2016

sexta-feira, maio 27, 2016

OS OLHOS DO LUAR

Lágrimas correm dos olhos da noite
Em torrentes de luar
Inundam a superfície luzente do mar
E captam o meu olhar
São lágrimas benfazejas
Bênçãos saídas do coração de gratas criaturas
Que velam das alturas
E, enviam para nós,
Momentos de Paz, Amor e Luz
Nos olhos do luar.
Jeracina Gonçalves
27/05/2016

segunda-feira, maio 02, 2016

O tempo passa, mas fica na memória o registo do que, no tempo, marcou a alma, iluminou o olhar de alegria e deixou o cunho da amizade, da camaradagem e da beleza de momentos únicos, inscritos no coração. Há momentos, que por muitos e muitos anos que passem sobre o tempo em que aconteceram, jamais se esvaziarão do coração da gente.
Jeracina Gonçalves

terça-feira, março 22, 2016

AS LÁGRIMAS DO CÉU


O céu derrama copiosas lágrimas sobre o rosto da terra.
Deslizam sobre o seu rosto enrugado
Infiltram-se sob as rugosidades da sua pele
E acumulam-se nas arcas ocultas nas entranhas da Terra/Mãe.
São tesouros sem preço, que sustentam a Vida;
São fios de prata serpenteando por entre colos fecundos;
Vestem o corpo da terra com trajes coloridos de vaporosas sedas
Tecidas com fios de alegria, cor, beleza e abundância.
Ou deslizam atabalhoadamente sobre o seu rosto enrugado
Correm enfurecidas, selvagens, sem travão,
E rasgam sulcos profundos sobre o seu corpo mártir.
Arrasam, destroem, matam a vida e tudo que lhes faça frente
E seguem rumo a destinos incertos.
São fealdade, tristeza, sofrimento;
São a destruição em movimento...
Marcam o rosto da Terra/Mãe com marcas profundas
E destroem os seus filhos sem compaixão.

O céu derrama copiosas lágrimas sobre o rosto da terra.
A dualidade as define. São moeda de duas caras:
Quais pintoras exímias pintam quadros de requintado encanto,
Sobre telas de linho, em paleta de cores aprimoradas com génio.
Primaveras renascidas... Renovação… Alegria!  
Brilho maternal no olhar da Terra/Mãe sobre seus filhos queridos!
Ou, como perversos carrascos, desferem golpes profundos no rosto da Terra/Mãe.
Marcam o seu rosto com sulcos de tristeza, sofrimento, destruição…
E destroem os seus filhos sem pudor nem compaixão.
Nesta sua dualidade, são bênçãos e são vida!
Da vida são o cerne e a medula.
Ou são o cancro, que ataca e destrói a beleza  da vida e a própria vida.

05/01/2016 – 6h 12m
Jeracina Gonçalves