Pesquisar neste blogue

terça-feira, dezembro 08, 2020

“Não tenho a obrigação de vencer, mas tenho a obrigação de ser verdadeiro.”Abraham Lincoln

Assim eu penso. Assim eu sinto. Vencer os obstáculos, desbravar caminhos, atingir os objetivos que nos propomos, tornarmo-nos conhecidos pela nossa capacidade empreendedora, pela nossa inteligência, pela nossa capacidade emocional, é bom e é importante, na medida em que enaltece o ego e dá ânimo para continuar em frente na senda de novos objetivos, no desbravamento de novos caminhos, na obtenção de novas vitórias, desde que não sigamos por caminhos travessos de traições e deslealdades, pisando nos que seguem ao nosso lado e perseguem os mesmos objetivos, para atingirmos essas vitórias. A competição honesta, leal, franca, desenvolve capacidades nos parceiros. Ajuda-os a crescer mutuamente. 
Muito mais importante que vencer, é Ser. É sermos verdadeiros nas nossas ações, nos nossos objetivos, nas nossas palavras; é sermos honestos nos nossos princípios, nas nossas relações com os outros; é caminharmos o nosso caminho sem pisarmos o caminho do vizinho; é caminharmos o nosso caminho sem vendermos a alma, sem atraiçoarmos os princípios que julgamos justos e honestos, defendendo-os e aplicando-os no nosso jornadear pela vida. 
É isso que nos faz seres inteiros, seres verdadeiros. 
É importante sermos “Eu”, sem pisarmos nos outros, no nosso caminhar pela vida.
Jeracina Gonçalves 
Barcelos/Portugal, 08/12/2020

CRÓNICAS DO MEU CAMINHO

PELA NORUEGA/1996 - A CATEDRAL 


Lagos de água serena povoados de ilhotas prenhes de exuberante vegetação, bordejados por casinhas de madeira coloridas (com preponderância para a cor ocre) entre relvados luminosos, de um verde tenro, servem de espelho a alcantiladas e vicejantes encostas; rios turbulentos galgam penedias em turbilhões de branca espuma; cascatas prateadas saltam dos céus sobre gargantas e desfiladeiros; estradas sinuosas descem pelas ravinas sobre o abismo, penetram a montanha por entre escuros túneis e desembocam em estradas paralelas a lagos paradisíacos de margens cortadas a pique, ou prosseguem, lado a lado, com impetuosos riachos de montanha. 
À saída de mais um túnel todas as vozes se calam repentinamente e ouve-se um sussurro de espanto generalizado: Aaaaah!!!!... 
De entre o silêncio que então se fez, soltou-se uma voz: "Isto é uma verdadeira catedral!" 
É mesmo! É uma autêntica catedral da Natureza. Sentimo-nos pequeninos, insignificantes, perante tal imponência, perante tão majestosa beleza. As palavras não têm força suficiente para descreverem a emoção que nos invade e nos toma a alma ao olharmos a beleza desta Natureza preservada. Intacta. 
Mas os noruegueses sabem apreciar, gozar e respeitar as delícias desta Natureza exuberante. E aos fins-de-semana, tanto de Verão como de Inverno, saem das cidades e vão para as cabanas da montanha: casinhas feitas de madeira, pequeninas, muito simples, bem calafetadas, com os telhados cobertos de terra (a maior parte), onde crescem flores e relva durante a Primavera. Proliferando como floridos e verdejantes jardins suspensos entre as majestosas árvores da mata. As famílias que as não possuem, têm as do Estado, que utilizam de graça, mas tendo a preocupação de deixá-las cuidadas e limpas, para que outros as possam utilizar com o mesmo prazer (E é este sentido cívico, este respeito pelos espaços que são de todos e que todos se preocupam em conservar, que faz da Noruega um país lindíssimo. Respeito e civismo que é urgente fomentar entre nós, incutir nas nossas gentes. O bem de uns é o bem de todos. É necessário que aprendamos a preservar e a conservar os espaços comuns postos ao nosso dispor, para que todos os possamos usufruir, obtendo deles idêntico prazer. O nosso país merece-o. De norte a sul, de este a oeste, tem espaços tão maravilhosamente belos!... Mas, tantas vezes, o lixo, as porcarias que os contaminam fazem deles lixeiras que causam repulsa e nos enchem de vergonha), e passam aí, nessas casas de montanha, as férias e os fins-de-semana, em completa comunhão com a Natureza. Respeitando-a e vivendo a vida simples e saudável que ela proporciona: de Inverno esquiam e de Verão fazem montanhismo. 
Todos sabem esquiar. "É que os bebés já trazem esquis quando nascem, o que torna os partos muito dolorosos; por isso, os casais noruegueses não têm mais de dois filhos. As mulheres norueguesas fazem uma segunda tentativa, mas nunca uma terceira. Nenhuma se sente capaz!" - Informa-nos, em jeito de piada, a guia, para nos dizer que, geralmente, não há mais que dois filhos por casal. 
O esqui é, no Inverno, o principal meio de transporte para o emprego, para a escola, etc. Para qualquer lado que precisem de ir, deslocam-se de esqui. A arquitetura, tanto a norueguesa como a sueca (fora das grandes cidades), especialmente na zona rural, é bastante simples: as casas são sempre revestidas, exteriormente, a madeira pintada, predominando a cor ocre com contornos nas janelas e nas portas em branco e emprestam à paisagem um encanto peculiar (a dinamarquesa é bastante mais sofisticada e muito bonita). 
A cidade de Oslo, capital da Noruega, é encantadora! 
Constituída por 40 ilhas e 360 lagos, é uma das cidades maiores do mundo em área, onde vivem menos de meio milhão de pessoas. É muito limpa e arrumada, tem bonitos edifícios, é cheia de flores e profusamente verdejante; tem parques encantadores de árvores frondosas e relvados muito limpos e cuidados, onde as pessoas se deitam a apanhar sol, em tronco nu e em biquíni ou fato de banho (os relvados na Escandinávia são para usufruir, não apenas para ver); a água jorra de bonitos repuxos por entre esculturas em granito, representando, especialmente, a pessoa humana nos vários aspetos da vida em família, sobre lindas taças utilizadas pelas crianças como piscinas durante o Verão. A parte da cidade dedicada só a peões, uma zona muito alegre que vai até ao porto, onde se encontram atracados vários barcos entre os quais bonitos barcos/restaurante, é ampla e fervilha de gente cruzando-se nos diferentes sentidos; turistas, na maioria, pois a em finais de Julho já quase todos os noruegueses gozaram as férias e estão de volta aos seus locais de trabalho. 

Jeracina Gonçalves/ Barcelos Portugal 

Este texto publicado na Revista BARCELLANO do Lions Clube de Barcelos, na época. Posteriormente foi englobado na narrativa do meu livro “A VIAGEM”)

segunda-feira, dezembro 07, 2020

FELIZ NATAL



Natal! Este Natal!
Este Natal celebrado em dezembro de 2020
Este Natal com o desemprego a flagelar tanta gente
Este Natal com o espectro da fome a quedar-se sobre tantos lares
Este Natal de dor e de luto a lacerar tantos outros…

Natal! Este Natal!
Este Natal, acorrentado a esta “coisa” perversa,
que impõe distanciamento dos seres que amamos
quando do coração transborda o desejo de beijar
o desejo de abraçar, de conviver com familiares e amigos…
O desejo de celebrar a Vida e o Amor!

Natal! Este Natal!
Não é um Natal como os outros.

Com todos os impedimentos que este tempo traz
que seja um Natal de Amor, de compreensão
e de fluxos de Paz a circular pelos caminhos da Terra.
Que o Amor se manifeste em cada coração
e envolva toda a humanidade num unido e forte cordão;
Que os ricos com humildade se aproximem dos pobres
e estendam para eles a mão;
E os que são remediados os sigam na mesma ação
Que a fome morra afogada num belo lago de Amor
e os conflitos na Terra tenham igual solução.
Por que todos somos irmãos. Sob a Paternidade Divina
dessa Luz Universal, todos somos irmãos!
Esta mensagem nos trouxe o Menino de Belém.

Natal! Este Natal!
Que seja um Natal de Paz
Que seja um Natal de Amor
Que os corações se encontrem
Que os corações se abracem
E corporizem neste tempo, de sofrimento, luto, dor
a mensagem de Belém num grande abraço de AMOR!

FELIZ NATAL! 
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 07/12/2020


sábado, dezembro 05, 2020

DORA CHEGOU


Dora chegou. O vento sopra forte.
Ataca furioso e derruba o que se oponha ao seu correr veloz
sem consideração nem complacência.
O mar encrespa-se, cresce.
Zangado atira-se sobre praias e arribas.
A luz esfuma-se num emaranhado de nuvens densas 
que escondem o azul.
Lágrimas pesadas caem do céu.
Empurradas pelo vento furioso fustigam vidraças,
árvores, alpendres estradas e caminhos…
Ou então…o céu não tem lágrimas para chorar.
E sobre a terra faz cair flores.
Flores brancas a descerem das nuvens.
Pintam telhados, árvores, arbustos, fráguas, montes,
prados, estradas e caminhos.
Tudo fica lindo. Branquinho.
A paisagem fica bela como uma noiva vestida de branco
a caminho do altar.
Volutas de prata evolem-se das chaminés no cinza do ar.
São as lareiras a respirar. Aquecem os lares.
A paisagem é linda, mas é de tiritar.
É uma paisagem de encantar para quem tenha um lar.
Mas há quem não tenha uma telha para se abrigar…

Dora, mulher zangada, que por cá está a passar,
num golpe d’asa, num rápido piscar d’olho,
transmutou um doce e ameno tempo de primavera,
neste tempo - deste tempo - que nos põe a tiritar.
Mas é tempo deste tempo. É o inverno a chegar.

                                                                            Jeracina Gonçalves
                                                                            Barcelos/Portugal, 04/11/2020

terça-feira, dezembro 01, 2020

ESPERANÇA - A FORÇA DA ALMA


Cinza era a cor
no olhar pardo com que a vida o envolvia.
Cor neutra.
Cor que não aquecia
o caminho inóspito que percorria.

Olhou em volta.
A vida sofria.
A cor qu’a envolvia
era parda também.

O verde soçobrava no tempo que fazia.
No coração das gentes
o verde morria.

O verde é Esperança!
Não pode perecer.
É o sonho que do caos
fará a vida renascer.     
                 
                                            Jeracina Gonçalves 
                                            Barcelos/Portugal, 21/11/2019

quinta-feira, novembro 26, 2020


O Museu da Farmácia tem, a partir de 1 de Dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a Sida – uma nova ala dedicada à Professora Odette Ferreira. Trata-se de uma homenagem a uma das mais notáveis cientistas portuguesas, responsável pela descoberta do vírus VIH-sida de tipo 2 e pelo estudo das bactérias hospitalares. Foi também coordenadora da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida, entre 1992 e 2000.
Esta nova ala, que integrará a exposição permanente do Museu da Farmácia Lisboa, está dividida em três núcleos: “Uma Mulher Imparável”, onde se apresenta o núcleo biográfico; “A descoberta”, com destaque para o vírus da SIDA tipo 2; e “Muito para além da Ciência”, que retrata o tempo na Comissão Nacional de Luta Contra a Sida e no Programa Troca de Seringas.
«O novo espaço traduz a intenção do Museu da Farmácia de partilhar e perpetuar o singular percurso de uma mulher e cientista de excepção, que se destacou pela sua coragem, persistência e espírito de missão, que contribuiu para a construção de um futuro melhor», afirma João Neto, director do Museu da Farmácia.                                                  pporto.pt.
Publicado por Jeracina Gonçalves

quarta-feira, novembro 25, 2020

MISTÉRIOS DEANGRA DO HEROISMO - ILHA TERCEIRA - AÇORES

 


Estas pequenas capelas, muito bem cuidadas, que encontrei na cidade de Angra  do Heroísmo, na   ilha Terceira, Açores, quando a visitei, despertaram-me, na altura, a curiosidade. Nunca tinha ouvido falar delas. Procurei informar-me e fiquei a saber que são dedicadas ao Espirito Santo. E é à sua volta que se desenvolvem todas as atividades religiosas e profanas das festividades.
O culto ao Espirito Santo, na Terceira, está documentado desde 1492.
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 25/11/2020

terça-feira, novembro 24, 2020

Programa de Apoio ao Empreendedorismo Criativo


23/11/2020

No âmbito do projeto Magallanes_ICC, co-financiado pelo Interreg – POCTEP, o _ARTERIA_LAB da Universidade de Évora irá apoiar até dez projetos na área das indústrias culturais e criativas. A primeira fase do concurso de ideias está aberta até ao dia 8 de Janeiro de 2021.

Podem candidatar-se ao programa empreendedores maiores de 18 anos, individualmente ou em equipas, bem como empresas e associações com até cinco anos de formação e sediadas nas regiões do Alentejo, Algarve e Andaluzia.

Para mais informações (+)
Publicado por: 
Jeracina Gonçalves

domingo, novembro 22, 2020


Deixo aqui mais um dos meus poemas em modo de fotografia. 
E pergunto: que alojamento "personalizado" é esse que aloja o meu blogue?
Está criado, por mim, há muitos anos. 
Tem muitos pedaços de mim; mas alguém domina as suas definições. Alguém o domina desde 2017 ou talvez antes. Alguém alterou as definições 
Quem são esses "Administradores e Autores" do blogue que eu não conheço? 
Que fantasmas são esses que o visitam e estão nos Estados Unidos, na Ucrânia, na Alemanha, na França e por aí, pelo mundo, e entram não sei por onde? 
Que canal é esse "outros". 
Se gostam digam-no sem entraves, comentam-no. Sigam-no.
Se não gostam que vêm fazer?  Por que não se vão?