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quinta-feira, setembro 28, 2017

A CAPACIDADE DE PERDOAR

A capacidade de perdoar, a meu ver, é característica, não dos “pobres de espírito” – dando à expressão a conotação que vulgarmente se lhe atribui –, mas sim dos espíritos superiores, que têm a força de alma para dominarem as paixões negativas, fazendo-o de forma consciente. Só os que olham o outro, e a si próprios, como seres em evolução, que erram para poderem acertar, sabem perdoar. Têm uma capacidade superior de entender o outro, apenas porque se conhecem e se entendem a si mesmos. Não calam ofensas, mas reagem a elas com dignidade, clareiam as situações e... porta encerrada. Olhar no horizonte, espírito aberto avançam serenamente em direcção ao futuro, com o propósito de darem a sua colaboração na construção de um mundo onde a força do amor faça frente à força do ódio e da vingança. 

Não é de orgulhos loucos, de paixões desenfreadas, que o mundo precisa; mas de honestidade, verdade, trabalho e compreensão, aliadas num objectivo de bem comum, sem alardes nem manifestações de superioridades. A obrigação de cada um é dar o seu melhor, com a certeza de que nada sabe em comparação ao muito que tem para aprender, se mantiver o seu espírito permeável e aberto ao outro, do mais pequeno ao maior. Com todos temos sempre coisas a aprender.
CL Jeracina Gonçalves


PS: Este  texto foi escrito há muitos anos e foi publicado numa Revista do Lions Clube de Barcelos, visto estar assinado como CL. Já nem me lembrava dele, nem do blog que tinha criado no Sapo, "Rosmaninho", onde o postei. 
Mas há algum tempo, entre as muitas coisas estranhas que me têm acontecido, que me têm feito da vida um caos, alguém me atirou este texto para os olhos (e é esta  a exata expressão) "atirado para os olhos".
Gosto dele. Acho que se o escrevesse agora, não mudaria sequer uma linha.
Aqui fica. Apreciem-no, e comentem-no se o acharem digno disso.
Jeracina Gonçalves

quarta-feira, setembro 27, 2017

A minha vida foi invadida por um tarado qualquer, que Deus tocará e fará alguém capaz de gostar de si, e de gostar de ver  felizes os seus semelhantes. Alguém de carácter nobre, leal e alma pura e generosa, preocupado em ajudar os outros a serem felizes, em vez de maltratá-los e fazê-los chorar.

Jeracina Gonçalves
A lança trespassa o coração ferido,
a gotejar sobre o lajedo pérfido da traição.
A luz, bela e transparente,
descerá sobre o impuro coração
e o fogo do Amor ardente
e da Redenção
acenderá a Luz Eterna
Incandescente
que, como qualquer semente,
germinará
para sempre fará
doce e transparente
o pérfido coração.

"Quando no coração há AMOR, o sol brilha no olhar."

Jeracina Gonçalves

domingo, setembro 24, 2017

Deixa-me falar-te com o coração. 
Eu, Jeracina Gonçalves, a quem roubaste a identidade literária no FACEBOOK. 
Deixa-me dizer-te o que vai na minha alma, com a sinceridade e a verdade que me caraterizam.
Com "o coração na boca", como disse alguém.
Fizeste-me sofrer bastante. 
Já me fizeste chorar muitas lágrimas em momentos em que devia, apenas, usufruir inteiramente o prazer de estar com a minha família.
Usufruir a alegria de estarmos juntos em sítios maravilhosos.
Perseguiste-me até ao outro lado da Terra, ofuscando a minha alegria com a tua maldade.
Fizeste isso comigo, que não te conheço, que não te fiz mal algum, que, pelo contrário - diz-me a intuição - ter-te-ei feito já algum bem.
Não conheço a cor dos teus olhos, o rito do teu sorriso, a linha do teu perfil. Mas usas um poder pérfido por trás de máscaras de letras e números.
Que triste vida a tua! Não és nada. Não és gente.
Como te lamento!
Vives para destruir; para matar a alegria.
Eu sou VIDA!
Vivo de coração e alma limpos, e amor no coração: 

Amor pelos Seres que sofrem: AMOR pela Humanidade.
Tu, és nada!
Um simples cobarde, que se esconde atrás de máscara para praticar o mal.
Que vieste procurar no meu computador?
Depois, avariaste-o.
Foi o medo de que pudessem restar vestígios da tua passagem?
Que vieste bisbilhotar pelos meus telefones?
A minha vida é limpa. É água límpida a fluir tranquila. Não tem mancha por onde possas agarrar.
Mostra-te! Tira a máscara! Vem como gente!
Já fizeste correr muitas lágrimas pela minha face. Não chorarei mais.
Eu sou VIDA!
Tu...és nada!
Só sabes magoar.
Despe a máscara! Sê água corrente!


                                                                                                      Jeracina Gonçalves

quinta-feira, setembro 21, 2017

Haker1

Haker1

As lágrimas
que deslizam pelas minhas faces 
e afogam o meu coração
são alimento fortificante para a minha alma.
Nunca a maldade há-de vencer o meu coração!
Invadiste o meu espaço
esmiuçaste os meus segredos.
Não te dei autorização.
Meus olhos vertem sangue da ferida
que abriste em meu coração.
Não te dei autorização!
Qual foi a tua intenção?

Que vieste procurar?
A minha vida é água límpida
Não tem mancha por onde possas pegar:
O meu coração está no meu olhar
O meu olhar no meu coração.
Não te dei autorização
Para a minha vida espiares.
Qual foi a tua intenção?

Que vieste procurar?

                      Jeracina Gonçalves

quarta-feira, setembro 13, 2017

Às vezes a vida magoa

A vida é a prenda mais bela
com que fomos agraciados
por que se metem com ela
os que não são convidados?

Às vezes a vida magoa
e faz-nos descer pelas faces
rios que nascem na alma
e rasgam sulcos profundos...

Mas a vida é prenda bela
é pássaro que voa  sem trela
agarra-a, parte  com ela
voa para lá das estrelas.
Não deixes a vida te escapar.

Jeracina Gonçalves
13/09/2017


quinta-feira, agosto 24, 2017

CARÍCIA PARA O MEU OLHAR


A poesia nasce do nada que acaricia o meu olhar
Encontra eco na minha alma e põe a minha alma a cantar.
A minha alma encontra eco, que aveluda o meu olhar,
nos bandos alados que passam,
desenham as asas abertas no etéreo azul irisado
sobre o incendido mar, lentamente, a deslizar
no corpo suave d'areia deitada na orla do mar;
no despertar da manhã a piscar-me o olho ardente
por entre o recorte dos montes
quando abro a janela, de manhã, ao acordar;
no brilho diamantino dos seixos lisos, redondos,
que cobrem o leito das fontes
sob o olhar resplandecente, benfazejo, criador 
que ilumina toda a terra;

nos tapetes coloridos que ornamentam os montes
no som cantante das fontes
no concerto vespertino dos alados cantores
no riso límpido da criança  a brincar,  alegremente,
no parque, na praia, no mar…

A Minha alma encontra o eco que aveluda o meu olhar
Nas coisas simples da vida, que acordam o meu coração
Soltam riso do meu olhar, e põem minha alma a cantar.

Jeracina Gonçalves

sexta-feira, agosto 18, 2017

Há sempre uma lágrima que cai
Quando um sonho vai derrapando
Um brilho que do olhar se esvai
Uma alma, em silêncio, chorando…

A alma não se deixa vencer
Luta pelo sonho que é vida
Pega nas pontas partidas     
Dos pedaços cerze a vida
De um sonho ainda maior!

Pela janela aberta, à esquerda da minha secretária, entra-me o som de um concerto maravilhoso realizado pelos artistas alados, que encontram palco na cortina verdejante que desse lado  me aconchega a casa.
É uma sinfonia de sons harmoniosos e adoçam-me o entardecer deste dia tão turbulento e desgastante.
Jeracina Gonçalves
17/08/2017

DEAMBULANDO…

Hoje escolhi vadiar. E esta é a palavra certa. Vadiar pelas ruas do Porto. Pela Baixa. Sem compromissos. Sem pressas. Sem a instância do tempo a pressionar-me. Deambulei por ali, calmamente, a ver, a observar, a sentir o palpitar de uma cidade hoje, para mim, quase desconhecia; embora, no passado, fosse rara a semana em que não fosse até lá uma ou mais vezes. Mas as circunstâncias da vida mudam. E há mais de seis anos que não ia à Baixa do Porto.
Tive uma agradável surpresa: senti uma cidade que não conhecia, tamanha a transformação sofrida nesse espaço de tempo. A todos os níveis. E percorri sítios que nunca antes tinha percorrido, caminhados por um amalgamado de pessoas, de raças e de línguas, que me agradou ver e ouvir. E que não estava habituada a encontrar nas ruas das nossas cidades. Bastante recolhida pela cidade em que vivo e pela aldeia onde nasci, e bastante amiga da minha casa, não me tinha ainda apercebido da real transformação do nosso país a nível turístico. E gostei.
Uma obrigação real me levou até lá, à cidade do Porto, com a minha neta mais velha. Resolvida esta, decidimos circular pela Baixa, começando por tomar um café e comer uma nata na rua das Flores. Depois descemos à Ribeira, que percorremos calmamente, atravessámos a ponte para a outra banda a pé - o que nunca tinha acontecido - e lamentei não ter carga na bateria do meu telemóvel para fotografar alguns recantos que me fascinaram. Usei-o como “JPS” para levar-nos ao sítio onde tivemos de ir, e a carga levou tal rombo, que não me atrevi a usá-lo, sequer, para telefonar a alguns amigos. Gostaria de encontrá-los, mas temendo que a a carga acabasse, e me deixasse sem poder comunicar, especialmente com a minha neta, que tinha combinado encontrar-se com umas colegas para irem à Universidade, e deixou-me, entretanto, do lado de Gaia, para ir apanhar o Metro; mas encontrar-nos-íamos de novo ao fim da tarde.
Fiquei por ali, a deliciar-me com a vista maravilhosa de Ribeira do Porto, olhada do lado de Gaia, que nunca me cansa. Subi depois pelo elevador, desci a S. Bento para recordar a bela azulejaria dos seus murais, subi aos Clérigos, e fiquei agradavelmente impressionada, direi mesmo, deliciada com a transformação daquele antigo parque de estacionamento: o “Jardim das Oliveiras” (não sei se será esse o nome), que cobre as lojinhas sobre o parque, maravilhou-me; passei depois à Praça dos Leões, Praça Carlos Alberto, rua de Cedofeita, que percorri calmamente entrando numa ou noutra loja. Voltei sobre o mesmo caminho e fui almoçar ao Café Piolho; desci ao Jardim da Cordoaria, contornei a Universidade e fui visitar a Livraria Lello, que conhecia muito bem através das imagens de alguns mails enviados por amigos, mas nunca lá tinha entrado. E, confesso: consegue apreciar-se bastante melhor a sua beleza, quando nos chega enviada por mail, que entre o apinhado de gente que hoje a percorria. Claro que, presencialmente, sente-se o ambiente. Aprecia-se de outra maneira. E não sei se terá sempre o movimento que hoje tinha. Mas hoje tinha muita gente a circular pelo seu interior, e uma razoável fila para entrar.
E, já agora, uma curiosidade: fiquei a saber que foi fundada por dois irmãos nascidos no meu concelho – Santa Marta de Penaguião, o que me fez sentir uma certa vaidade.
Desci depois à Praça Filipa de Lencastre, Avenida dos Aliados, e fui sentar-me num café perto do Tivoli (tinha o carro estacionado no Parque S. João), cansada, mas leve e muito feliz, à espera da minha neta.

Gostei deste dia. Gostei de deambular, assim, preguiçosamente, pela cidade do Porto, sem pressões de qualquer ordem.
Jeracina Gonçalves
16/08/2017

VOU CONTAR-VOS UMA HISTÓRIA

Meus queridos Amigos, deixem-me contar-vos uma pequenina história:

 Era uma vez um casal de lavradores, que vivia numa pequena aldeia encarrapitada na encosta da serra, sustentada por pequenos socalcos onde não entrava qualquer tipo de máquina para poder trabalhá-los. Só a força humana fazia emergir das suas entranhas os alimentos para manter a vida das suas gentes.
Para sair da aldeia, só a pé, de burro, ou a cavalo. O autocarro para a cidade passava a horas de distância, a caminhar-se por veredas íngremes (estou a falar-vos dos anos 50). 
Esse casal teve cinco filhos: uma menina, três rapazes - os quatro muito próximos – e, mais tarde, outra menina. Todos foram os melhores alunos da sua classe, na sua escola da aldeia.
A filha mais velha fez a quarta classe e foi para a cidade estudar. Ora, além dos livros, propinas (que pagou apenas no 1º ano) e do material escolar necessário, tinha de pagar a pensão, todos os meses, que era o mais caro e, portanto, o mais difícil: um lavrador, com muito trabalho, se não vier uma seca ou uma enxurrada que destrua o trabalho de meses, tem fartura de tudo. Mas não tem dinheiro. Não pode trazer quatro filhos a estudar, a pagar pensão, na cidade, ao mesmo tempo. E os três rapazes ficaram a trabalhar a terra. No devido tempo, só a menina mais velha e a mais nova estudaram.
Os três rapazes também estudaram. Mais tarde. Não para mudarem a orientação da sua vida, que estava encaminhada, mas porque a inteligência lhes pedia mais conhecimento. Daí, este livro, “A VIAGEM”. Escrevi-o depois de um passeio que fiz à Noruega, em 1996, cujo Sistema Escolar me encantou: ninguém lá deixava de estudar por falta de meios económicos. Editei-o agora, com a finalidade de ajudar a concretizar um projeto de Bolsas de Estudo do Lions Clube de Barcelos. O produto total da sua venda reverterá, inteiramente, para esse fim.
Se tiver capacidades e se for esse o seu sonho, ninguém deve ser impedido de estudar por falta de dinheiro. Tudo o que possamos fazer para evitá-lo, deve ser feito.
Se isto também é importante para vós, queridos amigos, participem nesta causa. Poderão encontrar o livro aqui:
Jeracina Gonçalves