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domingo, fevereiro 27, 2022

UM EXÉRCITO DE ANJOS, PRECISA-SE


Andam demónios à solta a semear ódio, destruição e morte.
São precisos anjos. Muitos anjos, Senhor!
Anjos que concentrem as suas luzes de amor num poderoso foco,
e iluminem caminhos de entendimento, de fraternidade, de amor, de paz.
São precisos anjos que derrubem a escuridão maligna e desordeira.
São precisos anjos. Muitos anjos. Senhor!
Os homens estão loucos. Fazem a guerra! 
Fazem a guerra na velha Europa!
Fazem a guerra neste tempo de armas destruidoras.
Fazem a guerra neste tempo de armas fatais para toda a humanidade.
Os homens estão loucos! 
Não lhes basta a pandemia! 
Não lhes basta a crise climática!
Não lhes basta a destruição que própria natureza, zangada, vai levando a cabo aqui e além!
Fazem a guerra! 
Fazem a guerra entre duas grandes nações desta velha Europa.
Já esqueceram as duas últimas guerras e o caos que delas sobrou.
Os homens estão loucos! 
São precisos anjos. Muitos anjos, Senhor!
Anjos, que venham com a sua luz e iluminem as mentes perversas dos invasores.
Anjos que iluminem as suas mentes doentes de sofreguidão, de ambição sem escrúpulos.
São precisos anjos. Muitos anjos, Senhor!
Anjos que concentrem a sua luz num poderoso foco, e iluminem caminhos de entendimento, de fraternidade, de amor, de paz.
Vem, Senhor! 
Vem com os Teus Anjos parar todos os exércitos invasores!

                                                                                                                                                                                                       Jeracina Gonçalves                                                                                                       Barcelos/Portugal, 25/02/2022

sexta-feira, janeiro 28, 2022

UM CLIMA QUE NÃO É DESTE TEMPO

Abro a janela do meu quarto e os meus olhos sorriem encantados. 
Por eles entra o azul límpido e transparente bordado a filigrana de prata pelas árvores de folha caduca e desenhado pelas aves brincalhonas, que o riscam aleatoriamente em vários sentidos. Uma imagem que encanta o meu olhar, mas sombreia o meu coração. Esse traz-me imagens de dor, de sofrimento, de morte, colhidas há anos (não muitos) no nosso querido Portugal, quando foi necessário levar a água em camiões-cisterna às populações de diversas regiões de Trás-os-Montes, Beiras, Alentejo e Algarve,  para sobreviverem. E animais morreram nos pastos, vitimados pela fome e pela sede. 
O meu coração mostra-me agora essas imagens, que ficaram lá indelevelmente gravadas, quando na primavera seguinte regressava do Algarve e visualizou na berma da autoestrada as carcaças dos animais mortos no verão anterior.
O clima está indubitavelmente a mudar a passos largos. Façamos a nossa parte para tentar conter o seu avanço. Cada um, individualmente, pode reciclar, fazer compostagem, travar o consumismo, poupar energia, poupar água, plantar árvores… e muito mais. 
São ações que todos podemos executar e que poderão ajudar a travar este grito angustiante da Terra, que entoa por todo o planeta das mais diversas formas. 
É pouco? Pois é. por isso não custa nada. E se todos fizermos um pouco… o pouco, muitas vezes repetido, faz o muito. O importante é que todos caminhemos no mesmo sentido, e digamos ao Universo que estamos cá e gostamos de cá estar, e queremos continuar cá. E queremos que os nossos descendentes continuem por cá a usufruir da beleza deste planeta maravilhoso, que é a nossa casa – A TERRA.

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 28/01/2022

sexta-feira, janeiro 07, 2022

OS CAMINHOS DA VIDA (2)


Todas as manhãs abro a minha janela para o mundo
Absorvo as coisas belas que apascentam o meu coração.
As outras, as que o fazem chorar,
Vou regendo, pouco a pouco,
De forma a não deixar o meu coração soçobrar.

O caminho da vida é feito de silvas e rosas.
No aroma das pétalas das rosas
Está a força para as silvas domar
Pela  jornada continuar
Até ao término da estrada.

Não deixes que as silvas avancem sobre o teu coração.
Enche-o de rosas perfumadas, 
Rosas cuidadas, bem arrumadas
As silvas não encontrão espaço para crescer, 
Definhadas, morrerão.

                                                             Jeracina Gonçalves
                                                              Barcelos/Portugal, 09/05/2021

sábado, janeiro 01, 2022

UMA CARTA À ACEITAÇÃO


 Olá, querida amiga:

Somos conhecidas de longa data e creio poder chamar-te de amiga pelo muito que me tens ensinado sobre a vida e a sua volubilidade. 
Mostraste-me que deveria ter sempre presente que na vida nada é permanente: tão depressa sorri, cheia de alegria, entusiasmo e dinamismo, levando-nos a caminhar por paisagens soalheiras e campos de flores perfumadas, como nos atira para abismos apertados, escuros, entre altas e abruptas falésias agrestes. E, se tu não apareces para nos abraçares e socorreres, quando, desesperados, desarmados, sem saber o que fazer para encontrar a saída desse lugar escuro, fechado,  agressivo para o nosso coração, não sei o que poderia suceder-me. Não sei o que seria de mim, sem ti, nesses momentos. 
Felizmente sempre me apareceste com a tua serenidade, a tua sabedoria, o teu bom senso, dizendo-me docemente: “minha querida, estou contigo, não desesperes. É apenas um momento menos bom, mas vai passar. Vais encontrar de novo o caminho da planície e tudo sorrirá novamente. Olha em frente, sem desespero, e caminha. Olha em frente e caminha. Não permitas que o desalento tolha a tua passada. Caminha de braços abertos, disponível para dar e receber, com a firme certeza de que nada é permanente; nada é para sempre. E tudo o que acontece tem um sentido, um objetivo próprio facilitador do crescimento e do enriquecimento pessoal, se for compreendido e aceite.”
Obrigada, querida amiga, pelo amparo, pelos ensinamentos, pelo acolhimento que tens dado às minhas dores. 
Ser-me-ia difícil a caminhada sem ti.
Mas, tendo-te comigo, basta-me olhar em volta, para esta bela engrenagem de correlações que é a vida neste todo universal de que todos fazemos parte e, cada um, é uma ínfima partícula entre as muitas constituidoras, para perceber o quanto tenho a agradecer, em comparação com o que tenho a reclamar, e aceitar o que vem e o que vier, nesta interdependência que nos liga ao todo uno que é o universo, de olhar firme, entendendo bem este vai e vem que é a vida. E perceber o quanto é urgente aprendermos a tratar uns dos outros, esquecendo um pouco o “eu” para pensarmos plural: NÓS.
Abraço-te, Amiga.

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal – Novembro/2021


01/01/2022

Neste Dia Mundial da Paz, que a Paz cresça no coração de cada um de nós e, num cordão universal, se alargue a toda a Humanidade.

FELIZ DIA MUNDIAL DA PAZ PARA TODA A HUMANIDADE!


Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 01/01/2022

quarta-feira, dezembro 29, 2021

SAUDAÇÃO AO NOVO ANO


Dezembro o mês derradeiro
Do ano que está a terminar;
Depois dele vem Janeiro,
Novo Ano irá começar!

Novo ano, nova vida,
Nova esperança a acomodar
D' os beijinhos e os abraços
Se poderem, enfim, retomar.

Vem, Amigo!
Em meu coração te quero abraçar.
Cresce forte e com saúde
Para estes tempos mudares.

Vem, Amigo!
Cresce com saúde e Amor.
Traz os abraços e os beijinhos
Que à vida dão o sabor.


                                                        Jeracina Gonçalves
                                                        Barcelos/Portugal – 29/12/2021

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal - 29/12/2021
 

sexta-feira, dezembro 24, 2021

NATAL É AMOR E É PERDÃO

Mais um Natal se aproxima
entre tapumes erguidos
por essa coisa "perversa"
que não nos quer libertar;
mas não pode impedir-nos
de o Natal festejar.
Natal é (re) união 
no âmbito do coração
coração a coração
num sublime cordão
de amor, paz, alegria
solidariedade e perdão.
É tempo de Ser e Amar.
É tempo de no outro pensar.

Feliz Natal!
                                                    Jeracina Gonçalves
                                                    Barcelos/Portugal, 24/12/2021


sábado, dezembro 18, 2021

FAZ FALTA FAZER NATAL

Um doce embalar de vento
Num manto azul envolvido
Neste dia me conduz
Àquela estrela em Belém
Que anunciava Jesus:
O Homem/Deus que nasceu
Pela humanidade se deu
Para a morte do Homem apagar.
Veio ensiná-lo a caminhar
Pela vida, com amor a si
Ao outro…
A todo e a qualquer mortal!
A todo o mundo em geral.

Sua entrega foi em vão:
Há tantas gentes que sofrem
Às mãos de gentes que são
Algozes do seu irmão…

Faz falta fazer Natal
(Essa bela (re)união
Que se faz no coração)
Neste mundo desigual.

                                                      Jeracina Gonçalves
                                             Barcelos Portugal, 18/12/202