"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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sexta-feira, dezembro 21, 2012
sábado, novembro 03, 2012
A POESIA
Poesia é liberdade,
é fuga, é evasão
é sair da realidade
que faz mal ao coração
no comboio da ilusão.
Poesia é pensamento
é síntese, é sátira, é ironia
é tormento, é exaltação…
Poesia é expressão
em parcas palavras descreve
aquele exato momento
que afeta o sentimento.
Poesia é alegria, é quimera
é sonho, é fantasia
é gemido, é grito, é pranto…
é Amor e é paixão
é Vida que corre na alma
se a sente o coração.
Poesia é sentimento.
Poesia é emoção.
Os poetas, seres avaros,
em parcas palavras dizem
o que sente o coração
são peritos da ilusão.
é fuga, é evasão
é sair da realidade
que faz mal ao coração
no comboio da ilusão.
Poesia é pensamento
é síntese, é sátira, é ironia
é tormento, é exaltação…
Poesia é expressão
em parcas palavras descreve
aquele exato momento
que afeta o sentimento.
Poesia é alegria, é quimera
é sonho, é fantasia
é gemido, é grito, é pranto…
é Amor e é paixão
é Vida que corre na alma
se a sente o coração.
Poesia é sentimento.
Poesia é emoção.
Os poetas, seres avaros,
em parcas palavras dizem
o que sente o coração
são peritos da ilusão.
in O INOVADOR/2012
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal
“Aprender até Morrer”
Olha o mundo à tua volta
Viaja, passeia, escreve e lê.
Na viagem implacável do tempo
Mantém viva a chama
Que enriquece a tua alma
Lubrifica a engrenagem
E preserva o apetite
De “Aprender até Morrer”.
in "O INOVADOR/2012
Jeracina Gonçalves
sexta-feira, agosto 24, 2012
AS MÃOS
As mãos, ferramentas versáteis reguladas pela Central
São munidas de mecanismos sujeitos à emoção:
Guiadas pelo Coração desenham gestos de Luz.
Dimanam amor, amizade, carinho, gratidão
Dão forma, dão movimento, dão expressão...
Partilham, com igualdade, Amor, Carinho e Pão.
São ferramentas de Amor. Operárias da Construção!
Se na central acontece alguma desregulamentação
E tomam as trevas o lugar do Coração,
As mãos...então... são torpeza, amargura, crueldade
Espalham caos... sofrimento... terror...
São carrascos de execução. Ferramentas de devastação.
As mão, ferramentas versáteis reguladas pela Central
São munidas de mecanismos sujeitos à emoção:
São ferramentas de amor,
Mas também de destruição sofrimento, dor.
São munidas de mecanismos sujeitos à emoção:
Guiadas pelo Coração desenham gestos de Luz.
Dimanam amor, amizade, carinho, gratidão
Dão forma, dão movimento, dão expressão...
Partilham, com igualdade, Amor, Carinho e Pão.
São ferramentas de Amor. Operárias da Construção!
Se na central acontece alguma desregulamentação
E tomam as trevas o lugar do Coração,
As mãos...então... são torpeza, amargura, crueldade
Espalham caos... sofrimento... terror...
São carrascos de execução. Ferramentas de devastação.
As mão, ferramentas versáteis reguladas pela Central
São munidas de mecanismos sujeitos à emoção:
São ferramentas de amor,
Mas também de destruição sofrimento, dor.
Jeracina Gonçalves
sábado, agosto 18, 2012
Quando menos se espera...
Quando menos se espera somos surpreendidos
por espetáculos culturais maravilhosos: captam os nossos sentidos e deixam-nos a alma inundada por uma corrente positiva, que nos dispõe bem e nos enriquece.
Foi o que me aconteceu ontem, 17 de Agosto, no Restaurante do Campo de Golf, em
Ponte de Lima. Um espectáculo multi cultural no qual a música, a pintura, a
dança, a poesia e, até a representação, se entrelaçaram e nos proporcionaram momentos
de bem-estar e deleite.
O conhecimento do evento chegou-nos através do facebook e como contemplava várias artes e tinha a participação de alguns artistas conhecidos, ou fisicamente e pelo seu trabalho, ou de nome, pelo seu trabalho, eu e o meu marido resolvemos dar um saltinho até lá. E em boa hora o fizemos. Foram, para mim, duas horas e meia de completo – julgo que posso dizer assim – encantamento, observar as mãos do pintor barcelense AFMCH, a transformarem três telas virgens, de dimensões razoáveis, em três magníficos quadros. A destreza com que aquelas mãos e aqueles dedos, manchados de tinta, fizeram crescer formas e harmonizar cores nas telas brancas, deixaram-me completamente rendida e dificilmente conseguia desviar os olhos daquela magnífica aula de pintura. Um espectáculo para mim, maravilhoso.
Mas também os outros artistas merecem o meu apreço e o meu aplauso. E a alma posta na forma de dizer os seus poemas e os próprios poemas ditos pelo escritor José Ilídio Torres foram também, para mim, um momento alto do espectáculo.
O conhecimento do evento chegou-nos através do facebook e como contemplava várias artes e tinha a participação de alguns artistas conhecidos, ou fisicamente e pelo seu trabalho, ou de nome, pelo seu trabalho, eu e o meu marido resolvemos dar um saltinho até lá. E em boa hora o fizemos. Foram, para mim, duas horas e meia de completo – julgo que posso dizer assim – encantamento, observar as mãos do pintor barcelense AFMCH, a transformarem três telas virgens, de dimensões razoáveis, em três magníficos quadros. A destreza com que aquelas mãos e aqueles dedos, manchados de tinta, fizeram crescer formas e harmonizar cores nas telas brancas, deixaram-me completamente rendida e dificilmente conseguia desviar os olhos daquela magnífica aula de pintura. Um espectáculo para mim, maravilhoso.
Mas também os outros artistas merecem o meu apreço e o meu aplauso. E a alma posta na forma de dizer os seus poemas e os próprios poemas ditos pelo escritor José Ilídio Torres foram também, para mim, um momento alto do espectáculo.
Muito obrigada a todos os
artistas presentes.
Como já disse, foram duas horas e meia muito enriquecedoras para a minha alma.
Como já disse, foram duas horas e meia muito enriquecedoras para a minha alma.
Muito Obrigada.
Jeracina Gonçalves
quinta-feira, março 22, 2012
TEMPO DE PRIMAVERA
Flui seiva “quente “naquela planta singela
Seu corpo enamorado acorda e se revela
Em brotos grávidos de vida, inícios de renovação.
A vida, que por lá corre, é sangue rubro e quente
Que em mim flui e cresce, me desdobra e me faz nela
Pedaços gratos de mim, matizes de uma flor singela.
Jeracina Gonçalves
In SORTILÉGIOS DA NATUREZA
In SORTILÉGIOS DA NATUREZA
sexta-feira, março 16, 2012
...PELOS CAMINHOS DE OUTRORA
Flui seiva “quente “naquela planta singela
Seu corpo enamorado acorda e se revela
Em brotos grávidos de vida, inícios de renovação.
A vida, que por lá corre, é sangue rubro e quente
Que em mim flui e cresce, me desdobra e me faz nela
Pedaços gratos de mim, matizes de uma flor singela.
Jeracina Gonçalves
In SORTILÉGIOS DA NATUREZA
In SORTILÉGIOS DA NATUREZA
E A CHUVA NÃO VEM…
É pétala de rosa no azul transparente.
A chuva não chega. A chuva não vem.
A terra queimada, exangue, sedenta
Clama por ela a todo o momento.
A nuvem, no céu, não ouve o clamor da terra sedenta.
É pétala de rosa no azul transparente;
Da terra não sente o apelo urgente.
A nuvem não cresce, não incha, não chora…
A chuva não chega. A chuva não vem.
A planta, sequiosa,
À terra gretada, exangue, sedenta
reclama sustento.
A terra não dá. A terra não tem…
Ao céu suplica suas lágrimas cadentes;
Suas lágrimas de vida, em fio, transparentes
Sobre seu corpo gretado, exangue carente.
A nuvem não cresce, não enche, não chora…
A chuva não chega. A chuva não vem.
A planta atrofia.
Na terra sedenta expira
Exaurida
Seu último alento.
Na terra sedenta expira
Exaurida
Seu último alento.
A nuvem não cresce, não enche, não chora…
A chuva não chega... A chuva não vem...
Jeracina Gonçalves - Barcelos/Portugal
Março/2012
Est poema é de 2012. Mas, infelizmente, em 2017 está bem atual.
quarta-feira, dezembro 21, 2011
domingo, dezembro 04, 2011
EU ACREDITO
Esta afirmação postou-se perante o meu
coração e a minha mente e levou-me a olhar intensa e atentamente para dentro de
mim, numa introspeção refletida, e a colocá-la à ponderação deles (do meu
coração e da minha razão). E senti que a resposta me foi dada, inequivocamente,
quando, sentada em frente ao teclado do meu computador, foi crescendo em mim,
em letras grandes e brilhantes, a afirmação: «EU ACREDITO!».
Eu acredito, antes de tudo, em Deus.
Acredito em Deus como Força Universal e
Omnipotente - o Deus que a minha religião venera, com as Suas Três Pessoas
Distintas - Pai, Filho e Espírito Santo - unificadas numa só “DEUS”. Que, em
meu entender, é também Jeová, Alá… sei lá! DEUS!
Apenas DEUS. Venerado pelos diferentes Povos
que habitam a Terra com nomes diversos, conforme as religiões que professam,
mas, em meu entender, a mesma Força Divina, a mesma Força de Amor, de Luz
Criadora, que superintende esta obra sublime que é o Universo.
Por isso me doem e considero tão hediondos,
perversos e malignos os crimes que se praticam e se praticaram em nome de Deus,
e as guerras que hoje se travam e foram travadas ao longo dos séculos em Seu
nome.
Acredito na Força da Natureza (uma
manifestação desse mesmo Deus em que creio), que me emociona e me deslumbra com
a multiplicidade de seres, sons, cores, sabores e odores que a habitam, com a
sua beleza, a sua subtileza, a sua humildade, a sua harmonia, o seu
mistério:
A sementinha que, atirada à terra, germina,
procura a luz, cresce, floresce, frutifica e, de novo semente, recomeça o ciclo
de ser planta, flor, fruto, semente…; a ave e a diversidade e harmonia do seu
canto, do seu colorido, do seu jeito e forma; a beleza fugaz da borboleta
colorida pousando de flor em flor; a abelhinha e a harmonia da sua organização
social, vivendo em comunidade no interior da colmeia, cada qual a desempenhar a
sua função para que a colmeia funcione e produza a cera e o saboroso e
medicinal mel que nos oferece; o riacho e o seu ziguezaguear pela montanha,
contornando os obstáculos que se lhe oferecem e, sem se deixar intimidar,
continua permanentemente a sua caminhada; o rio que se espraia na planície; a
cascata a saltar do alto do rochedo; o esplendor do oceano – arca da Humanidade
- sob os raios refulgente dessa luz criadora e vital, que nos aquece e ilumina
e nos encanta com a sua beleza ao elevar-se no horizonte todas as manhãs e,
aquando da sua despedida, espraiando lentamente os seus cabelos dourados
sobre a superfície do mar, ou jogando ao esconde-esconde por detrás da montanha
ao fim do dia; mas essa sua força que me encanta, também me atemoriza, quando
grita a sua raiva destruidora e aniquila quanto se encontra na área abrangida
pela fúria que a domina, manifestando assim a sua «revolta» pelo tratamento
que, nós, seus seres “inteligentes”, lhe dispensamos.
Acredito na Verdade, no Amor, na Justiça, na
Lealdade, no Respeito pelo outro, seja qual for a religião, a raça, a cor, a
organização política, ou o lugar que ocupa na Sociedade ou no Mundo, como
valores essenciais a uma vivência de Paz, seja na família, no emprego, na
sociedade, assim como entre os países e nações.
Acredito no respeito mútuo, como motor de
valorização, crescimento, paz coletiva e enriquecimento social.
Acredito na força do trabalho, como caminho
para o crescimento e bem-estar individuais, coletivos, económicos e sociais.
Acredito na força do Ser Humano e na sua
capacidade de criar, de transformar, de edificar, de alterar, de ultrapassar e de
vencer; acredito na sua capacidade de regeneração, de receber e dar Amor,
apesar dos inúmeros exemplos de violência que todos os dias nos entram pelas
portas e janelas, através da televisão, da rádio, da imprensa escrita, do «boca
a boca»; acredito na sua capacidade para ir além dos seus limites e ultrapassar
as situações mais adversas, transformando a adversidade em coragem e força interior;
acredito na sua capacidade para gerir a adversidade, transformando-a em força
vencedora e geradora de progresso. Acredito que não há situações
inultrapassáveis, e que por mais desesperada que seja uma situação, sempre
conseguiremos sair dela, se não deixarmos esmorecer a luz da esperança e, sem
desespero, mas com vontade e determinação, procurarmos o caminho da vitória.
Eu acredito no meu País. Eu acredito (Eu
quero acreditar!) na capacidade dos Governantes do meu País, para entenderem
que numa sociedade civilizada, numa sociedade que se quer de paz, o pão para a
boca é um elemento básico.
Acredito que tenham a CAPACIDADE, a HOMBRIDADE,
a FORÇA INTERIOR - princípios indispensáveis a quaisquer Governantes - e pensem
no Povo que governam (não só no povo que os elegeu, nem nos seus «governos»
pessoais, como nos sobram exemplos), e usem de JUSTIÇA e EQUIDADE na
distribuição dos sacrifícios que dizem ser necessários à solução dos problemas
que nos afligem, e que entendam que, com fome, a dignidade é difícil de manter
e será difícil estabelecer limites à turbulência e ao crime.
EU ACREDITO EM PORTUGAL!
EU ACREDITO NOS PORTUGUESES!
«in» Barcellano /Dezembro 2012
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