Deixa-me falar-te com o coração.
Eu, Jeracina Gonçalves, a quem roubaste a identidade literária no FACEBOOK.
Deixa-me dizer-te o que vai na minha alma, com a sinceridade e a verdade que me caraterizam.
Com "o coração na boca", como disse alguém.
Fizeste-me sofrer bastante.
Já me fizeste chorar muitas lágrimas em momentos em que devia, apenas, usufruir inteiramente o prazer de estar com a minha família.
Usufruir a alegria de estarmos juntos em sítios maravilhosos.
Perseguiste-me até ao outro lado da Terra, ofuscando a minha alegria com a tua maldade.
Fizeste isso comigo, que não te conheço, que não te fiz mal algum, que, pelo contrário - diz-me a intuição - ter-te-ei feito já algum bem.
Não conheço a cor dos teus olhos, o rito do teu sorriso, a linha do teu perfil. Mas usas um poder pérfido por trás de máscaras de letras e números.
Que triste vida a tua! Não és nada. Não és gente.
Como te lamento!
Vives para destruir; para matar a alegria.
Eu sou VIDA!
Vivo de coração e alma limpos, e amor no coração:
Amor pelos Seres que sofrem: AMOR pela Humanidade.
Tu, és nada!
Um simples cobarde, que se esconde atrás de máscara para praticar o mal.
Que vieste procurar no meu computador?
Depois, avariaste-o. Foi o medo de que pudessem restar vestígios da tua passagem?
Que vieste bisbilhotar pelos meus telefones?
A minha vida é limpa. É água límpida a fluir tranquila. Não tem mancha por onde possas agarrar.
Mostra-te! Tira a máscara! Vem como gente!
Já fizeste correr muitas lágrimas pela minha face. Não chorarei mais.
Eu sou VIDA!
Tu...és nada!
Só sabes magoar.
Despe a máscara! Sê água corrente!
Jeracina Gonçalves
"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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domingo, setembro 24, 2017
quinta-feira, setembro 21, 2017
Haker1
Haker1
As lágrimas
que deslizam pelas minhas faces
e afogam o meu coração
são alimento fortificante para a minha alma.
Nunca a maldade há-de vencer o meu coração!
Invadiste o meu espaço
esmiuçaste os meus segredos.
Não te dei autorização.
Meus olhos vertem sangue da ferida
que abriste em meu coração.e afogam o meu coração
são alimento fortificante para a minha alma.
Nunca a maldade há-de vencer o meu coração!
Invadiste o meu espaço
esmiuçaste os meus segredos.
Não te dei autorização.
Meus olhos vertem sangue da ferida
Não te dei autorização!
Qual foi a tua intenção?
Que vieste procurar?
A minha vida é água límpida
Não tem mancha por onde possas pegar:
O meu coração está no meu olhar
O meu olhar no meu coração.
Não te dei autorização
Para a minha vida espiares.
Qual foi a tua intenção?
Que vieste procurar?
Qual foi a tua intenção?
Que vieste procurar?
A minha vida é água límpida
Não tem mancha por onde possas pegar:
O meu coração está no meu olhar
O meu olhar no meu coração.
Não te dei autorização
Para a minha vida espiares.
Qual foi a tua intenção?
Que vieste procurar?
Jeracina Gonçalves
quarta-feira, setembro 13, 2017
Às vezes a vida magoa
A vida é a prenda mais bela
com que fomos agraciados
por que se metem com ela
os que não são convidados?
Às vezes a vida magoa
e faz-nos descer pelas faces
rios que nascem na alma
e rasgam sulcos profundos...
Mas a vida é prenda bela
é pássaro que voa sem trela
agarra-a, parte com ela
voa para lá das estrelas.
Não deixes a vida te escapar.
com que fomos agraciados
por que se metem com ela
os que não são convidados?
Às vezes a vida magoa
e faz-nos descer pelas faces
rios que nascem na alma
e rasgam sulcos profundos...
Mas a vida é prenda bela
é pássaro que voa sem trela
agarra-a, parte com ela
voa para lá das estrelas.
Não deixes a vida te escapar.
Jeracina Gonçalves
13/09/2017
quinta-feira, agosto 24, 2017
CARÍCIA PARA O MEU OLHAR
A
poesia nasce do nada que acaricia o meu olhar
Encontra
eco na minha alma e põe a minha alma a cantar. A minha alma encontra eco, que aveluda o meu olhar,
nos bandos alados que passam,
desenham as asas abertas no etéreo azul irisado
sobre
o incendido mar, lentamente, a deslizar
no
corpo suave d'areia deitada na orla do mar;no despertar da manhã a piscar-me o olho ardente
por entre o recorte dos montes
quando abro a janela, de manhã, ao acordar;
no brilho diamantino dos seixos lisos, redondos,
que cobrem o leito das fontes
sob o olhar resplandecente, benfazejo, criador
que ilumina toda a terra;
nos tapetes coloridos que ornamentam os montes
no som cantante das fontes
no concerto vespertino dos alados cantores
no riso límpido da criança a brincar, alegremente,
no parque, na praia, no mar…
A
Minha alma encontra o eco que aveluda o meu olhar
Nas
coisas simples da vida, que acordam o meu coraçãoSoltam riso do meu olhar, e põem minha alma a cantar.
Jeracina Gonçalves
sexta-feira, agosto 18, 2017
Há sempre uma lágrima que cai
Quando um sonho vai derrapando
Um brilho que do olhar se esvai
Uma alma, em silêncio, chorando…
Pega nas pontas partidas
Dos pedaços cerze a vida
De um sonho ainda maior!
Quando um sonho vai derrapando
Um brilho que do olhar se esvai
Uma alma, em silêncio, chorando…
A alma não se deixa vencer
Luta pelo sonho que é vidaPega nas pontas partidas
Dos pedaços cerze a vida
De um sonho ainda maior!
Pela janela aberta, à esquerda da minha secretária, entra-me
o som de um concerto maravilhoso realizado pelos artistas alados, que
encontram palco na cortina verdejante que desse lado me aconchega a casa.
É uma sinfonia de sons harmoniosos e adoçam-me o entardecer deste dia tão turbulento e desgastante.
É uma sinfonia de sons harmoniosos e adoçam-me o entardecer deste dia tão turbulento e desgastante.
Jeracina Gonçalves
17/08/2017
DEAMBULANDO…
Hoje escolhi vadiar. E esta é a palavra certa. Vadiar pelas
ruas do Porto. Pela Baixa. Sem compromissos. Sem pressas. Sem a instância do
tempo a pressionar-me. Deambulei por ali, calmamente, a ver, a observar, a
sentir o palpitar de uma cidade hoje, para mim, quase desconhecia; embora, no passado,
fosse rara a semana em que não fosse até lá uma ou mais vezes. Mas as
circunstâncias da vida mudam. E há mais de seis anos que não ia à Baixa do
Porto.
Tive uma agradável surpresa: senti uma cidade que não conhecia, tamanha a transformação sofrida nesse espaço de tempo. A todos os níveis. E percorri sítios que nunca antes tinha percorrido, caminhados por um amalgamado de pessoas, de raças e de línguas, que me agradou ver e ouvir. E que não estava habituada a encontrar nas ruas das nossas cidades. Bastante recolhida pela cidade em que vivo e pela aldeia onde nasci, e bastante amiga da minha casa, não me tinha ainda apercebido da real transformação do nosso país a nível turístico. E gostei.
Tive uma agradável surpresa: senti uma cidade que não conhecia, tamanha a transformação sofrida nesse espaço de tempo. A todos os níveis. E percorri sítios que nunca antes tinha percorrido, caminhados por um amalgamado de pessoas, de raças e de línguas, que me agradou ver e ouvir. E que não estava habituada a encontrar nas ruas das nossas cidades. Bastante recolhida pela cidade em que vivo e pela aldeia onde nasci, e bastante amiga da minha casa, não me tinha ainda apercebido da real transformação do nosso país a nível turístico. E gostei.
Uma obrigação real me levou até lá, à cidade do Porto, com a minha neta mais
velha. Resolvida esta, decidimos circular pela Baixa, começando por tomar um
café e comer uma nata na rua das Flores. Depois descemos à Ribeira, que
percorremos calmamente, atravessámos a ponte para a outra banda a pé - o que
nunca tinha acontecido - e lamentei não ter carga na bateria do meu telemóvel para fotografar alguns recantos que me fascinaram. Usei-o como “JPS” para levar-nos
ao sítio onde tivemos de ir, e a carga levou tal rombo, que não me atrevi a
usá-lo, sequer, para telefonar a alguns amigos. Gostaria de encontrá-los, mas temendo
que a a carga acabasse, e me deixasse sem poder comunicar, especialmente com a minha neta,
que tinha combinado encontrar-se com umas colegas para irem à Universidade, e deixou-me, entretanto,
do lado de Gaia, para ir apanhar o Metro; mas encontrar-nos-íamos de novo ao fim da tarde.
Fiquei por ali, a deliciar-me com a vista maravilhosa de
Ribeira do Porto, olhada do lado de Gaia, que nunca me cansa. Subi depois pelo
elevador, desci a S. Bento para recordar a bela azulejaria dos seus murais,
subi aos Clérigos, e fiquei agradavelmente impressionada, direi mesmo,
deliciada com a transformação daquele antigo parque de estacionamento: o
“Jardim das Oliveiras” (não sei se será esse o nome), que cobre as lojinhas
sobre o parque, maravilhou-me; passei depois à Praça dos Leões, Praça Carlos
Alberto, rua de Cedofeita, que percorri calmamente entrando numa ou noutra loja.
Voltei sobre o mesmo caminho e fui almoçar ao Café Piolho; desci ao Jardim
da Cordoaria, contornei a Universidade e fui visitar a Livraria Lello, que conhecia muito bem através das imagens de alguns mails enviados por amigos, mas nunca lá tinha entrado. E, confesso:
consegue apreciar-se bastante melhor a sua beleza, quando nos
chega enviada por mail, que entre o apinhado de gente que hoje a percorria. Claro
que, presencialmente, sente-se o ambiente. Aprecia-se de outra maneira. E não sei
se terá sempre o movimento que hoje tinha. Mas hoje tinha muita gente a circular pelo seu interior, e uma razoável fila para
entrar.
E, já agora, uma curiosidade: fiquei a saber que foi fundada por dois irmãos nascidos no meu concelho – Santa Marta de Penaguião, o que me fez sentir uma certa vaidade.
E, já agora, uma curiosidade: fiquei a saber que foi fundada por dois irmãos nascidos no meu concelho – Santa Marta de Penaguião, o que me fez sentir uma certa vaidade.
Desci depois à Praça
Filipa de Lencastre, Avenida dos Aliados, e fui sentar-me num café perto do Tivoli (tinha o carro estacionado no Parque S. João), cansada, mas leve e muito feliz, à
espera da minha neta.
Gostei deste dia. Gostei de deambular, assim,
preguiçosamente, pela cidade do Porto, sem pressões de qualquer ordem.
Jeracina Gonçalves
16/08/2017
VOU CONTAR-VOS UMA HISTÓRIA
Meus queridos Amigos, deixem-me contar-vos uma pequenina
história:
Era uma vez um casal de lavradores, que vivia numa pequena
aldeia encarrapitada na encosta da serra, sustentada por pequenos socalcos onde
não entrava qualquer tipo de máquina para poder trabalhá-los. Só a força humana
fazia emergir das suas entranhas os alimentos para manter a vida das suas
gentes.
Para sair da aldeia, só a pé, de burro, ou a cavalo. O
autocarro para a cidade passava a horas de distância, a caminhar-se por veredas
íngremes (estou a falar-vos dos anos 50).
Esse casal teve cinco filhos: uma
menina, três rapazes - os quatro muito próximos – e, mais tarde, outra menina. Todos foram os melhores alunos da sua classe, na sua escola
da aldeia.
A filha mais velha fez a quarta classe e foi para a cidade
estudar. Ora, além dos livros, propinas (que pagou apenas no 1º ano) e do
material escolar necessário, tinha de pagar a pensão, todos os meses, que era o
mais caro e, portanto, o mais difícil: um lavrador, com muito trabalho, se não vier
uma seca ou uma enxurrada que destrua o trabalho de meses, tem fartura de tudo.
Mas não tem dinheiro. Não pode trazer quatro filhos a estudar, a pagar pensão,
na cidade, ao mesmo tempo. E os três rapazes ficaram a trabalhar a terra. No
devido tempo, só a menina mais velha e a mais nova estudaram.
Os três rapazes também estudaram. Mais tarde. Não para
mudarem a orientação da sua vida, que estava encaminhada, mas porque a inteligência lhes pedia mais
conhecimento. Daí, este livro, “A VIAGEM”. Escrevi-o depois de um passeio que
fiz à Noruega, em 1996, cujo Sistema Escolar me encantou: ninguém lá deixava de
estudar por falta de meios económicos. Editei-o agora, com a finalidade de
ajudar a concretizar um projeto de Bolsas de Estudo do Lions Clube de Barcelos. O produto total da sua venda reverterá, inteiramente, para
esse fim.
Se tiver capacidades e se for esse o seu sonho, ninguém deve
ser impedido de estudar por falta de dinheiro. Tudo o que possamos fazer para
evitá-lo, deve ser feito.
Se isto também é importante para vós, queridos amigos, participem
nesta causa. Poderão encontrar o livro
aqui:
Jeracina Gonçalves
quarta-feira, agosto 16, 2017
terça-feira, agosto 15, 2017
segunda-feira, agosto 14, 2017
A MINHA POESIA
Tanto pode ser azul, branca, rosa ou encarnada
Com pode ter cor negra, da cor do negro trovão,
Que assola a minha alma em tempos de trovoada.
Se o sol me aquece a alma, e há primavera no ar
É alegre e luminosa; tem a cor do verbo amar
E o quadro pintado mostra então as cores garridas
Que enfeitam meu coração e abrilhantam meu olhar.
Levada Espaço além, nas asas da imaginação
Abarca todas as cores que nesse meio encontrar.
Todas as cores deste cosmos constantemente a rodar.
Tanto pode ser azul, branca, rosa ou encarnada
Como pode ter cor negra, da cor do negro trovão
Que assola a minha alma em tempos de trovoada.
Às vezes é açucena: branca, pura, sobre toalha d’altar
Às vezes é rosa rubra, ardente, queima-me o coração
Às vezes é transparente, tal e qual a água límpida
Alimenta o verde-esperança que ilumina meu olhar…
A poesia que eu canto tem as cores do universo
em que me movo dia a dia, e dia a dia me cercam’atinge com seus dramas, injustiças, cobardias,
mas também com sua luz, suas cores e alegrias!
Jeracina Gonçalves
Agosto/2017
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