"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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domingo, junho 13, 2021
U.Porto propõe uma semana para explorar diferenças entre gémeos iguais
sexta-feira, junho 11, 2021
SOLIDÃO
o mar encrespa-se,
as sombras sobem pelo dia
Aqui, calada,
sentada no vazio da noite
olhar parado na distância do nada
espero uma voz, um toque,
alguém que acorde a madrugada.
quarta-feira, junho 09, 2021
segunda-feira, junho 07, 2021
Sete de Junho, Dia Mundial da Segurança Alimentar
Embora este texto, que me chegou através da Newsletter da Universidade do Porto, não tenha por título "Segurança Alimentar", parece-me implícito na reflexão da Exma. Senhora Vice-Reitora para a Cultura, Museus e Editora da mesma, que aqui vos deixo. Jeracina Gonçalves, Barcelos/Portugal
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sábado, junho 05, 2021
sexta-feira, junho 04, 2021
“DEPOIS DE QUILÓMETROS E QUILÓMETROS PERCORRIDOS, ESPERA SEIS HORAS PARA…
Sentados comodamente na nossa cadeira ocidental, onde se reclama por tudo e por nada, ficamos cegos para o resto do mundo, no qual, em muitos lugares, faltam as coisas mais básicas à sobrevivência da vida. Coisas, como a água, que é a própria vida.
É possível viver alguns dias sem comer, mas muito poucos sem beber.
Acabo de ouvir, na TSF, a crónica de Fernando Alves, que trouxe ao meu espírito e me fez doer o coração (mais uma vez), o problema que é a falta de água no mundo.
Temo-la a correr das nossas torneiras, quando precisamos dela para tomar banho, cozinhar, limpar as nossas casas, lavar as nossas roupas, regar as nossas plantas, dar de beber aos nossos animais, …, e passa-nos ao largo o quanto esse mineral, que usamos e abusamos, representa para alguns seres, humanos como nós, a viver em certos lugares deste planeta.
Os quilómetros e quilómetros que percorrem e as horas e horas que esperam para obterem alguns litros desse precioso mineral, indispensável á sua vida e à vida da sua família. E, pergunto-me, tantas vezes, por que é que a tecnologia transporta, há tanto tempo, o petróleo, o gás, …, por esse mundo, e não investiga o modo de fazer chegar a água dos locais aonde abunda aos locais onde faz falta? Gasta-se tanto dinheiro a destruir o mundo, quando o que faz falta é melhorá-lo; gasta-se tanto dinheiro a explorar o Espaço, quando na Terra há tanta coisa para fazer…
Nada entendo de economia, de tecnologia, de astronomia, de engenharia, de inteligência artificial, assim com nada entendo das prioridades de investigação do nosso mundo moderno, parece-me, no entanto, que a prioridade das prioridades, seria criar condições mínimas de vida a todos os povos da Terra. E que todos, sem exceção, em todas as longitudes e latitudes, tivessem um pedaço de pão e umas gotas de água potável no seu dia-a-dia.
quinta-feira, junho 03, 2021
O VERSO DECISIVO
tem a leveza e o brilho do olhar d’ uma criança,
entre os salpicos do mar, com as outras a brincar,
asas de luz e bonança pelo etéreo a voar.
É um verso decisivo, o verso hoje encontrado,
entre os risos e chilreios d’ animada criançada,
carregando a sacola, a caminho da escola:
No olhar levava a fé num tempo de bonança,
para livremente viver o seu tempo de criança.
Há tanto que procurava o verso que hoje encontrei!
Com que alegria apanhei o raiar de um novo dia!
Vou construir um poema feito de luz e harmonia
Asas vestindo o azul de saúde e alegria.
sábado, maio 29, 2021
SANGUE NOVO EM VEIAS ANTIGAS
Fonte: DRCN
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terça-feira, maio 25, 2021
A MORTE DESCE DO CÉU
Agarra os seres mais inocentes, mais desprovidos
transforma-lhes a carne e os abrigos
numa amálgama de escombros terra e sangue.
E assim seguiu e segue pelo tempo,
de surto em surto, de tempos a tempos,
neste feroz entendimento de sangue e fogo.
É tempo de por cobro neste flagelo.
Não importam as razões que cada um invoca.
O sofrimento, a dor, a destruição,
e o ódio, que estimula nas futuras gerações,
é o que importa.
É tempo das partes se sentarem à mesa das negociações.
Facilitarem a harmonia, entre os dois povos, sem condições.
Dois países, duas nações, com fronteiras a respeitar,
sem subordinados nem subordinadores.
Independentes. Livres.
Dois países duas nações, que mutuamente se respeitem.
Cada um, o seu caminho, livremente caminhar
com respeito pelos espaços inerentes ao vizinho.
Àquele que mais precisar, o outro estenda a mão
sem intenções reservadas. Apenas para o ajudar.


