"EU E OS OUTROS, DAQUI E DALI", será um espaço de reflexão e de registo de imagens e pensamentos colhidos e construídos nas vivências do dia-a-dia, que poderão ser em prosa, em verso, ou imagem.
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quinta-feira, janeiro 28, 2021
A LEI DA EUTANÁSIA
quarta-feira, janeiro 27, 2021
Centro de Arte Oliva
O Centro de Arte Oliva quer organizar uma exposição sobre “o mais reconhecido autor da Arte Bruta portuguesa”, Jaime Fernandes (1899-1969), mas com a obra dispersa por coleções não identificadas, apelou hoje ao envolvimento dos proprietários no projeto.
terça-feira, janeiro 26, 2021
sexta-feira, janeiro 22, 2021
POEMA BAILADO
Queridos leitores "amigos", espalhados por este mundo redondo, deixo-vos o meu POEMA BAILADO", escrito em 2016, para animar o ritmo e o ânimo das vossa leituras, começando em Portugal, com a as bonitas imagens de um vira minhoto e de um enérgico fandango ribatejano e, depois... É dar asas à imaginação.
Vamos lá:

Rodopiam, rodopiam
Em palavras se agregando
E sempre, sempre, dançando
Trocam passo no fandango
Entram no corridinho
Com um verso em desalinho
Dançam a chula e o bailinho
E este poema bailado
Em Lisboa canta o fado
No Minho foi começado
Letra a letra, devagarinho,
Tomou ritmo, ganhou asas
Empolgou-se no caminho
Foi então dançar um samba
E fica-se pela outra banda
Dança um tango n’Argentina
E sempre, sempre a dançar
Em jeito bem requebrado
Uma salsa, um merengue
Um rebita, uma batucada
Sofisticou-se no gosto
Tornou-se mais requintado
Regressa ao velho estrado
Em Viena dança a valsa
Calça sapatilhas de pontas
E entra num belo bailado.
quinta-feira, janeiro 21, 2021
O Museu Nacional do Prado, em Espanha, anunciou que empreenderá este ano uma reorganização interna da coleção permanente, para que seja mais plural, inclusiva e com mais artistas mulheres.
Publicado por Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal
sábado, janeiro 16, 2021
MEU DEUS, MUITO OBRIGADA
Há paz, tranquilidade e esperança no meu coração.
Acordo todos os dias, abro a janela do meu quarto,
Olho o céu, o sol, a chuva, oiço o vento, sinto o frio…
Estou bem. No meu frigorífico há comida para comer.
Mas, se não houver, posso sair e ir comprá-la;
Tenho a saúde e os meios para o poder fazer.
No meu olhar não há desespero nem cansaço.
Há paz, tranquilidade e esperança no meu coração.
Os meus filhos e os meus netos estão bem
A minha família e os meus amigos também.
O meu tempo, como um rio contínuo, permanente,
Flui tranquilo, sem cansaços nem o peso do tempo.
Corre rápido pelos escolhos agressivos deste tempo
Numa fluidez permanente, como rio sem escolhos.
No meu olhar não há desespero nem cansaço.
Há paz, tranquilidade e esperança no meu coração.
Apesar deste tempo proibitivo do que faz a vida bela
Apesar deste tempo vazio do que vale a pena ser vivido
Neste mundo onde tantos sofrem as ansias da fome
A farpa pontiaguda do ódio, da inveja, da indiferença
Onde tantos sofrem desespero de não terem uma côdea de pão
para comer ou dar aos filhos
Onde tantos desesperam sob o peso deste tempo despojado
Onde tantos de olhar esvaziado no vazio de quatro paredes
sofrem o desespero da solidão…
Tenho tanto para ser grata a Deus e à vida!
Há paz, tranquilidade e esperança no meu coração.
Olho o mundo. Sinto a dor que o percorre e fere tantas almas
com o aguilhão do desespero da fome do sofrimento
Mas eu estou bem, a minha família e os meus amigos também.
Há paz, tranquilidade, esperança e gratidão no meu coração.
Tenho tanto para ser grata a Deus e à vida!
Meu Deus, muito obrigada!
quinta-feira, janeiro 07, 2021
cineasta, dramaturgo e jornalista José Leitão de Barros (1896-1967)
sexta-feira, janeiro 01, 2021
OS MEUS DOIS ÚLTIMOS LIVROS
Publicado para o meu neto neste Natal.
BEM-VINDO
Bem-vindo, ano 2021!
Sem alarido nem festas
No Tempo assumiste o teu lugar
Pelas horas dias semanas e meses
Tens doze para caminhares
E libertares a humanidade
Deste infecto e contagiante ar
Que enferma e faz desesperar
Bem-vindo, ano 2021!
Em ti deposito meus sonhos
De breve e em liberdade abraçar
Passear rir brincar
Sem máscaras nem clausuras
Ver o mundo da dor a renascer
Mais amigo solidário, mais igual
E a vida em liberdade viver
Bem-vindo, ano 2021!
Que o teu tempo seja tempo
De saúde paz e progresso
De liberdade e sucesso
Do “Ser” sobre o viciante “Ter”
Com toda a humanidade abraçada
No mesmo abraço de Paz Saúde
Alegria e Amor
Que vá diluindo na Terra
A fome a doença a guerra e a dor.
Feliz ano 2021 para todos nós!
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 01/01/2021
*Calendário da Internet
terça-feira, dezembro 29, 2020
ADEUS, ANO VELHO!
Este teu número redondo era simpático e parecia
Feito de fibra macia.
Chegaste.
Foste festejado com brilhos champanhe foguetes alegria
Entre risos e abraços acarinhado.
Por um ar epidémico invadido
Em breve serias um ano de pandemia.
Levaste dor sofrimento e morte a todos os pontos da Terra,
E deles erradicaste alegria
À fome mais fome darias, a pobreza alargarias
E toda a humanidade refém dessa calamidade,
Em breve confinarias.
Parte ano velho, ano de 2020, ano de confinamento
E de muito sofrimento imposto à humanidade.
Parte! Parte silencioso, sem despedidas nem alardes,
No silêncio da noite escura como partem os cobardes.
Deixa na humanidade a esperança
Na criança, a chegar, envolvida em panos turvos.
Deixa na humanidade a esperança
Que essa jovem criança
Possa em breve transmutar esta pesada herança
Numa primavera renovadora da vida que te possa redimir.
Não reste de ti na humanidade sofrida
Mais que uma breve lembrança; um ar mau que passou.
E possa retomar sua vida com saúde alegria e esperança!
Muita Saúde, Alegria e Esperança.






