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quinta-feira, maio 20, 2021

O PÃO DESPERDIÇADO


O meu olhar
é uma nau em convulsão
neste convulso mar
cobrindo a distância
que a separa do lugar
sinalizado pelo meu coração
onde não chega a paz nem o pão
e em tantos outros lugares
deste mundo redondo
onde a paz e o pão não deviam faltar.

Se o pão desperdiçado
fosse bem aproveitado
a todos poderia chegar.

A fome batalha com o mar
em busca desse lugar
onde pão e paz possa encontrar.
E, tantas vezes…
A fome é enterrada no mar.
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 09/05/2021

*Imagem da internet

quarta-feira, maio 19, 2021

O TEMPO

 

Olho a brisa doce, suave, meiga, acariciadora,
a afagar o corpo do majestoso plátano, em frente da minha janela,
como mãos maternais acariciam as faces sedosas do seu bebé amado,
enquanto lhe segreda palavras ternas, que só uma mãe sabe dizer.
Desce sob o meu olhar a nostalgia do tempo.
Do tempo que foi, mas já não é. E o meu coração interroga-se:
O tempo! O que é o tempo? O que é o meu tempo?
O meu tempo é apenas o momento. Este momento.
Este momento, aqui, sentada em frente do meu computador.
O tempo em que digito esta letra, e apenas esta.
Não sei se terei tempo para digitar a segunda,
Não sei se terei tempo para continuar no tempo,
Ou se o tempo me será cortado.
O tempo! O tempo de cada um é algo tão efémero!
É algo sobre o qual não temos qualquer controlo.
Aqui, neste planeta tão belo, que habitamos,
somos apenas marionetas com tempo marcado.
Sabemos o dia em que chegamos e, geralmente,
festejámo-lo com alegria: o nosso aniversário.
Mas não sabemos o dia em que fecharemos os olhos e partiremos.
Somos apenas marionetas manobradas por um alto comando
que está para além de nós.

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 19/05/2021

terça-feira, maio 18, 2021

INSÓNIA

Entre o sol-posto e o amanhecer, na hora de descansar, o meu pensamento multiplica-se por caminhos diversos, que se dispersam pelas encruzilhadas do tempo e me afastam da linha de conduta que lhe quero impor e é premente seguir para reconforto de todos os meus órgãos vitais; mas nada me permite fazer. Domina. Toma a diretriz e comanda toda ação. Não me deixa alternativa senão a de segui-lo. Ir atrás. “Se não os consegues vencê-los, junta te a eles.” É o que faço: deixo-me ir. Sigo atrás dele pelos caminhos que me vai abrindo. Talvez assim consiga apanhá-lo, retê-lo, trazê-lo para mim, e guiá-lo de acordo com a minha vontade e as minhas necessidades; dizer-lhe que é tempo de acalmar, dizer-lhe que é tempo de se aconchegar, que é tempo de nos aconchegarmos nos braços de Morfeu e recuperarmos as energias para o dia preste a chegar. Mas nem sempre consigo acordá-lo para as minhas razões. Nem sempre ouve o meu apelo e me liberta do seu poder dominador, e arrasta-me pelos caminhos da sua razão até que a luz penetra pelos interstícios da persiana e me diz que o novo dia acordou.
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 18/05/2021

quinta-feira, maio 13, 2021

ASSIM VAI A TERRA

A metralha risca o céu de lado para lado
o sangue dispersa-se na terra
de um e do outro lado
nessa contenda idosa e nunca sanada.
As armas, porém, são desequilibradas.
“O homem tenta segurar a mulher
A mulher tenta segurar o filho
Só as cabeças emergem das águas revoltas”
O medo e a fome os impelem à evasão
A esperança os conduz e lhe dá a coragem.
Buscam um lugar seguro para o filho crescer
livremente viver em paz e com pão
porém, tantas vezes, o mar se faz o seu caixão.
“Pelo mato seis dias só água bebemos.”
Fogem da fúria assassina de abutres
sôfregos de cobiça do que a terra esconde.
Deixam as casas, os bens, os ninhos de amor
e  a sua ninhada é dispersa destroçada 
levada por abutres traidores da terra amada.
Assim vai a Terra. 
Este planeta azul, que a todos abraça,
mas nem a todos abraça com igual verdade. 
De norte a sul, de este a oeste
a fome e a guerra, em tantos lugares é a realidade. 
A ganância se faz guerra, fome, dor, mortalha.
A crueldade, a tirania, o egoísmo
pisam com pé pesado e a direito
tudo e quem no seu caminho acontece.
E nem a pandemia 
difundindo mais pobreza, mais dor, mais mortalha
a lastrar por todo o lado,
põe cobro nesta avidez, 
neste despotismo predador.
Nem a pandemia esmorece o seu pendor
e os faz entender
que neste planeta tão belo, 
todos poderemos serenamente viver
se entre todos respeito houver 
equidade e AMOR. 

Jeracina Gonçalves
                   Barcelos/Portugal, 13/06/2021



sábado, maio 08, 2021

 

Galeria da Biodiversidade inaugura “Entre Folhas, Sobre Paredes”

Exposição de desenhos de António Faria vai estar patente ao público até 6 de junho, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva do MHNC-UP.

São obras de grande formato que obrigam a dar uns passos atrás, para poder ver melhor. Entre Folhas, Sobre Paredes é o nome da exposição que ficará  patente a partir desta terça-feira, 4 de maio, e até início de junho, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP).

Com curadoria de Cristiana Vieira, Curadora do Herbário do MHNC-UP, e Emília Ferreira, Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), trata-se de uma exposição de desenhos de António Faria.

A ilusão do mergulho na floresta

Vive e trabalha em Lisboa, onde nasceu em 1966, mas é essencialmente a paisagem verde de Sintra, onde também viveu, que marca o trabalho deste designer gráfico, professor e artista plástico.

Foi desde muito cedo que António Faria se ocupou do “mistério do movimento das linhas”, refere Emília Ferreira, um mistério que reside “no silêncio e entre as exigências de um sentimento de melancolia”.

O seu trabalho coloca-nos perante “um labirinto de linhas que, entre as sombras e a luz, deixa passar a ilusão do mergulho na floresta”, acrescenta a Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea.

Embora resultem de uma composição modular, uma vez que são constituídos por diferentes partes, como um puzzle, cada desenho constitui uma ideia apenas. É a escala que esta ideia assume que nos faz dar um passo atrás e usufruir do carácter imersivo da obra de António Faria.

O recurso à cor, no trabalho do artista, surge como resposta a uma necessidade de luz e vibração, alimentando questões mais emocionais do que simbólicas, enquanto que o carvão, presente em desenhos mais recentes, lhe trouxe uma maior liberdade ao gesto.

A força do vento como antítese à melancolia

António Faria começou por querer fazer cinema de animação. Depois banda desenhada. Mas tinha pouca paciência… Até que o pai lhe disse: “Se pensares que uma só imagem contém todo esse movimento…” Foi esta a pista que seguiu até chegar à ideia de introduzir movimento no desenho. Daí “a presença do vento” na sua obra plástica, o que resulta, precisamente, “da grande necessidade de movimento, de ação”, do “ir para além da melancolia”, conta António Faria numa entrevista a Emília Ferreira e Lúcia Saldanha, coordenadora do projeto “Portugal entre Patrimónios” do MNAC.

Para o artista, a Floresta é um espaço onde faz sentido estar. Já fez várias vezes o Caminho de Santiago de Compostela e acha até “que é uma coisa um pouco espiritual”.

A Floresta é o tema comum às obras em exibição na Galeria da Biodiversidade. (Foto: MHNC-UP)

Hoje, é como professor de desenho que aprende muito com os alunos sobre animação de videojogos e cultura manga, enquanto partilha com eles “outras referências que vêm da banda desenhada franco-belga das vanguardas e cultura underground americana”.

A propósito do “desvio” do cinema de animação, lembra o que disse, uma vez, Ana Hatherly, numa aula. A professora, escritora, realizadora e artista plástica portuguesa confessou que, na realidade, queria ter sido cantora lírica, o que, por questões de saúde, não aconteceu. Ainda assim, não esqueceu o que o médico, na altura, lhe terá dito: “a criatividade é como um prego num saco plástico, acaba sempre por sair”.

Entre Folhas, Sobre Paredes surge no âmbito do projeto “Portugal entre Patrimónios“, do MNAC, e estará patente até 6 de junho, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, ao Jardim Botânico do Porto.

Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (último acesso às 17h30).
Fonte: Notícias U.Porto

De: Casa Comum - Universidade do Porto
Publicado por: Jeracina Gonçalves, Barcelos/Portugal

sexta-feira, maio 07, 2021

“Todo o homem tem um preço”

Como um cancro insidioso, perverso, que mina silenciosamente as células do organismo, assim a corrupção vai minando a sociedade atual, estendendo a sua teia em todas as direções, em todos os meios e das mais diversas formas.

Da pequena corrupção (pequenos “favores”, pequenas negociatas “por de trás do pano”, à grande corrupção envolvendo milhões, a corrupção percorre toda a sociedade. E sempre existiu. Não, talvez, em tão grandes proporções como agora, mas sempre existiu. Mais camuflada e embrulhada, muitas vezes, na capa da amizade, ela foi “comprando” benefícios para uns em detrimento de outros mais merecedores. É o cabrito que se leva ao amigo em determinado lugar, para facilitar a entrada naquele emprego; é a palavra que se dá ao colega para dar um “jeitinho” na nota daquele aluno, possibilitando-lhe a entrada no curso que pretende, lugar que já não poderá ser ocupado por outro com direito a ele por mérito; É a nota de fim de curso, que se “engorda”, …(e recordo-me de uma colega que se gabava de ter tido determinada nota no fim do curso porque o pai era amigo de… Como se isso lhe enaltecesse o carácter!); e muitas outras pequenas/grandes coisas, que não são vistas como corrupção, mas como “provas de amizade”, mas que favorecem uns, em detrimento de outros mais merecedores, e que são corriqueiras na nossa sociedade, desde sempre, à grande corrupção que envolve somas avultadas e estende os seus tentáculos por todas as áreas, minando, corrompendo, roubando.
“Todo o homem tem um preço”. E, se calhar, todos seremos capazes de nos deixar comprar: uns por amizade, por amor, outros por ambição. E cada vez mais. Os princípios morais, a ética, o respeito pelo outro caminham pelas “ruas da amargura”. Hoje é um “salve-se quem puder”, sem atenção ao que é pisado para atingir o que se quer. E é urgente mudar este estado de coisas. Há que combater, por todos os meios legais, todas as formas de corrupção. Não basta ter leis justas. Há que aplicá-las com justiça. E só pode haver justiça numa sociedade, se todos, todos, sem classe, cor ou religião, ascenderam aos patamares superiores da sociedade, apenas e só, pelo seu mérito: pelas suas capacidades intelectuais, de trabalho e de relacionamento humano.

NÃO À CORRUPÇÃO
Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 07/05/2021

quarta-feira, maio 05, 2021

DO DEVANEIO À REALIDADE

Da janela do meu quarto
Vejo o sol, vejo a lua, vejo o luar
Vejo as crianças no recreio a rir e a brincar.
Os seus alegres gorjeios
Como gorjeios de pássaros pelo azul a voar
Trazem até mim os teus braços
Para com eles me abraçares;

Da janela do meu quarto
Vejo pássaros felizes em piruetas pelo ar
E a cantar…

Num firme golpe d’asa
A minha alma em teus braços
Em piruetas pelo ar
Com os pássaros pelo azul a voar.

Todavia o devaneio a outrem cede o lugar.
Na voz do locutor, que me chega pela rádio:
“Há mais um caso suspeito.
Já são vinte e cinco os casos confirmados.”

De fantasia já basta. Toca a por os pés no chão.
Esses são os factos que se opõem à ilusão.
Minha alma em breve está de volta
Num breve “fechar de mão”:
Não é tempo de sonhar, mas de por os pés no chão.

Essa sombra negra e crua, a crescer do oriente
com a rapidez do relâmpago, propaga-se pelo mundo
de segundo em segundo. Toma grande expansão.
Já são mais de noventa os países contaminados
e muitos são os seres sob o seu hálito finados.
São porém muitos mais os que já foram curados!

Há que ter a consciência de que é necessário agir
enquanto na sombra maligna temos ainda mão.
Há que agir rapidamente para deter sua incursão.
Cerrar caminhos, carreiros, por onde possa caminhar.
Encarcerá-la entre muros para a sombra não voar.
Se a sombra toma asas não haverá como a parar!

“Hoje, em Portugal, são já trinta os infetados.”
Há que agir rapidamente!
Travar o seu avanço também está na nossa mão.
Cada um, no seu lugar, deve tomar consciência
do seu viver coletivo neste mundo global
e que suas atitudes têm repercussão geral.

Há que agir rapidamente para deter a invasão.
Travar o seu avanço também está na nossa mão!

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 09/03/2020

PS: Este poema, escrito em 09/03/2020, publicado na altura no Facebook, revisto agora, aqui fica para que relembremos o início desta pandemia e tudo o que aconteceu durante estes catorze meses. Apesar de agora estarmos no bom caminho e da vacinação, é preciso não abusar da liberdade/responsabilidade. Ninguém quer, com certeza, voltar atrás.

quarta-feira, abril 28, 2021

O VAZIO NO CORAÇÃO

Não há sol nem lua a iluminar a minha mente
Hoje insípida, incolor, sem vida.
Não fluem as palavras no seu leito corrente.
Emperram nos flancos dos rochedos,
Fazem redemoinho, cobrem-se de sujidades,
Fazem-se lentas, arrastadas...
Deixam em meu coração este vazio
Este poço sem substrato, negro, oco, frio,
Este limbo arenoso, estéril, que hoje me habita.

Não há sol nem lua a iluminar a minha mente.
As palavras não fluem, ficam encravadas,
Cobrem-se de sujidades, fazem redemoinho…
As que se soltam são ocas, vazias, despidas.
Sem corpo nem som que lhes confiram densidade
Sem corpo nem som que deem forma e corpo ao poema.
O poema não cresce. Morre desnutrido, mirrado…
Morre contra os flancos dos rochedos crescentes no leito de mim.
Fica este vazio estéril, este deserto ressequido, frio
Que sinto hoje em meu coração.

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal

sábado, abril 24, 2021

Investigador da U.Porto conquista Bolsa da National Geographic Society

 

Luís Ceríaco, biólogo e curador do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), irá receber uma Bolsa da National Geographic Society para explorar, em Angola, uma das zonas mais misteriosas e fascinantes do continente africano. 
Luís Ceríaco já descreveu mais de duas dezenas de novas espécies para a ciência. (Foto: DR)

Remete para o imaginário das cidades invisíveis de Italo Calvino, esta Serra da Neve que emerge a sul do território angolano. Uma espécie de ilha, num mar de areia. Montanha acima, e já de pés bem assentes na rocha, a descoberta dos seres que a habitam só adensa o mistério. E obriga a aguçar o engenho dos exploradores.

“De repente, no meio de uma área semidesértica e plana, temos uma autêntica ilha de rocha que se eleva mais 1900 metros relativamente a tudo a que a rodeia”, descreve Luís Ceríaco, que já enfrentou esta massa rochosa por duas vezes. É como estar “num barco”, no meio do oceano, e descobrir uma ilha “que é das zonas mais intocadas de Angola”.

Localizada na província do Namibe, em Angola, a Serra da Neve é uma cadeia montanhosa, coberta pela vegetação da floresta de Miombo, que emerge em contraste com a aridez das savanas circundantes de Mopane. Uma espécie de oásis de vegetação a boiar no deserto. As suas características únicas são o íman que atrai os investigadores.

“É o tipo de sensação que qualquer cientista procura”, reconhece o explorador, mesmo que as condições sejam bastante adversas. “O terreno é duro, quente e sem espaço para erros de logística. Não há estradas e os caminhos são precários. Vale a força dos jipes e a audácia dos condutores”.                                                                                                

    De: "Casa Comum" - Universidade do Porto                                                                                      

quinta-feira, abril 22, 2021

Vinte e dois de Abril – DIA MUNDIAL DA TERRA


Neste Dia Mundial da Terra convém que cada um reflita e se debruce sobre os seus comportamentos e atitudes em relação a esta casa que nos foi emprestada e que todos habitamos, juntamente com outros seres viventes, e analisemos as crises diversas que estão a afetar a vida; a nossa vida na Terra. E refiro-me concretamente à crise sanitária, que hoje atinge tão profundamente toda a humanidade, à crise económica por ela agravada em alguns países e, desencadeada, noutros, que veio acentuar as desigualdades preexistentes, e à crise climática, se calhar, a dinamizadora mais ativa das duas anteriormente referidas.

Se olharmos retrospetivamente, com atenção, o comportamento da Terra, verificaremos que há muito tempo geme e nos manifesta o seu desagrado pela forma como tem vindo a ser tratada por nós. Grita-nos o seu desespero com cataclismos diversos em todas as latitudes e longitudes, cada vez mais acentuados e profusos, expressando o seu pedido de socorro. Mas, surdos para os seus pedidos de auxílio, não lhe temos dado ouvidos. Continuamos a maltratá-la e a degradar o ambiente que nos sustenta. E o seu acentuado aquecimento global tem vindo paulatinamente a crescer, manifestado nos degelos que estão a acontecer nas calotes polares, na alteração do clima das diferentes regiões, nas diferentes catástrofe que vão sucedendo por todo o lado… 

E, agora, esta crise sanitária que afeta toda a humanidade, juntamente com a económica de que se faz acompanhar, não será mais uma forma de nos lembrar, de nos fazer compreender, que somos parte de um todo uno, que só em união, em comunhão solidária, poderemos enfrentar as diferentes crises, sairmos delas e sobreviver-lhes?

Analisemos a História. Atentemos nas inúmeras civilizações evoluídas, que viveram antes de nós e nos deixaram marcas tão preciosas de culturas e de saberes tão diversos, e pereceram no tempo por razões ainda não compreendidas. Não queiramos ser, tão cedo, mais uma civilização desaparecida na Terra. Não percamos mais tempo. Avancemos todos (Humanidade) em comunhão (ricos dando a mão aos pobres), contra as crises que afetam o Mundo, num combate unido e determinado.

Jeracina Gonçalves
Barcelos/Portugal, 22/04/2021